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O “defeito físico” gerador do complexo pode ser removido por cirurgia plástica. Seios são refeitos e aumentados com próteses, bundas são erguidas, barrigas são lipadas, coxas são desenhadas com enxertos, próteses introduzidas na barriga da perna.
Hoje em dia realizamos também cirurgias estéticas íntimas nos lábios vulvares e ou lipamos o excesso de gordura do púbis. Cirurgias às vezes tão simples quanto a fimose no homem podem ajudar a mulher a superar um grande complexo.
O desconforto em relação aos lábios vulvares pode gerar tamanha vergonha e preocupação ao ficar nua que ela pode recusar sexo oral ou mesmo a manipulação do genital pelo parceiro. O custo pode ser uma vida sexual sem orgasmos ou prazer só na masturbação pelas suas próprias mãos no escuro do seu quarto.

Todas as pessoas enfrentam fases de altos e baixos. Porém, quando o "down" dura muito ou interfere na capacidade de pensar e agir em questões importantes da vida é preciso atenção. A depressão é uma alteração clínica que compromete o humor, causando tristeza, melancolia, irritabilidade; às vezes euforia, mania de perseguição, obsessão e pânico. O bem-estar também é afetado por meio de sintomas como fadiga crônica, problemas de sono e alterações no apetite.

Cada vez mais frequente em nosso meio, ela incide sobretudo na mulher. Na adolescência, o início dos ciclos hormonais, a mudança no corpo, a formação da identidade social, o despertar da sexualidade e a separação dos pais podem servir de desencadeantes. Na idade adulta, o stress decorrente dos vários papéis assumidos pela mulher (responsabilidades da casa, dos filhos, do trabalho) associado às flutuações hormonais, que potencializam as alterações de humor, aumentam a vulnerabilidade aos episódios depressivos.

Os hormônios que regulam o ciclo menstrual desenham uma verdadeira montanha russa no organismo feminino. Em seu sobe e desce, atingem emoção e o humor.

Mas não podemos olhar a mulher apenas sob o prisma hormonal. Seria extremamente simplista. Somos seres muito mais sofisticados do que isso.

As influências que nos chegam do meio social, seus valores e crenças, e da mídia com seu iluminismo, atualmente atrapalham a todos nós. Porque, sob a aparência de "liberalidade e liberdade máxima", talvez nunca na história da humanidade tenhamos sido tão explicitamente padronizados, domesticados e manipulados como nos dias de hoje.

Somos vítimas, se permitimos de uma ordem social opressiva e rica em mandamentos quase impossíveis de serem cumpridos.

A mulher moderna é um "ser" angustiado e insone por força de um massacre social "inusitado e insuportável", que deixa sua alma submersa.

A subjetividade feminina encontra-se extremamente atrofiada.

Há uma constante busca de meios de fuga para não ter de enfrentar qualquer dor que possa representar o desamparo: abuso de bebidas, religião (rezando compulsivamente) e trabalho excessivo que ocupe todo o seu tempo.

Não é de se estranhar que o tranquilizante Rivotril seja o medicamento mais vendido no Brasil e no mundo.

Estar só é diferente de solidão

Nascemos desamparados, precisando de alguém que nos dispense cuidados. Mas ao longo da vida caminhamos para a autonomia e a individuação. Isso, é claro, quando os valores que orientam a nossa educação favorecem o crescimento individual.

Muitos pais, no entanto, não estimulam a independência dos filhos porque são muito dependentes entre si (cônjuges), dos próprios pais e dos filhos. Assim, eles não desenvolvem a competência para estar só, nem a transmitem aos seus descendentes.

Para complicar, a cultura incentiva apenas os machos da espécie a serem aventureiros e autônomos, ou seja, "independentes". Já a mulher que "está só" recebe o rotulo de desamada, solteirona, etc... Há uma confusão entre solidão e estar só:

- Solidão é esperar ser tocado, não saber quem você é, e aguardar que os outros lhe digam.

- Estar só é ter consciência de ser uma parte distinta deste mundo que nos cerca e saber que só você pode dar as respostas procuradas ou aguentar ficar sem elas.

- Solidão é se deixar abalar por forças externas.

- Estar só é refletir o despertar de sua própria força.

- Solidão é buscar poder.

- Estar só é poder buscar.

- Solidão pede abrigo e proteção.

- Estar só é acreditar no próprio colo.

- Solidão é estático.

- Estar só é dinâmico.

- Solidão é personal trainer.

- Estar só é personalizar seu próprio treino.

- Solidão é rigidez.

- Estar só é flexibilidade.

- Solidão é alterar o boletim.

- Estar só é não esperar aplauso pela boa nota.

Educar para a individuação não significa pouco afeto e abandono, pelo contrário, mas expor as crianças ao desamparo e ajudá-las a compreender e suportar a dor que daí decorre. Ensiná-las a estar só.

Como isso em geral não acontece, o estar só integrado com sentir solidão acaba sendo o atalho mais curto para a depressão.

As drogas que tanto assustam os pais são apenas formas simplistas de lidar com a dependência/desamparo. O buraco é bem mais embaixo.

Agindo como indivíduos independentes, entendam-se, como pessoas que regem sua vida pelas ideias próprias e refletem sobre os condicionamentos sociais, teremos condição de formar jovens com autonomia.

A pílula anticoncepcional já é cinquentona. Ironicamente, ela chegou à maturidade no Dia das Mães. O aniversário de aprovação do primeiro contraceptivo oral coincidiu com essa data, que celebra a maternidade.

Outra ironia é que hoje, apesar de haver mais de 100 milhões de mulheres que tomam pílula no mundo, um terço das 200 milhões de gestações anuais (75 milhões) não são planejadas. Nos Estados Unidos o índice é maior: 50%.

A pílula recebeu o crédito de favorecer uma das maiores revoluções sociais do século XX. Mas é preciso desfazer o mito de que essa revolução tenha acontecido imediatamente após sua aprovação. Nos anos 1960 pouquíssimas mulheres solteiras usavam a pílula. Só as as casadas podiam comprar. E nos anos 1970 a maioria das solteiras sexualmente ativas não adotava nenhum método. Quem esperava o fim dos nascimentos fora do casamento errou.

No Brasil tricampeão da copa de 1970, a música dizia “90 milhões em ação, para frente Brasil”. Em 2000 a população chegou a 180 milhões. O Brasil simplesmente duplicou sua população nessas décadas em que a pílula tornou-se disponível.

Houve, porém, uma significativa redução no número de filhos por mulher de 6,633 em 1960 para 2,2 por volta do ano 2000.

A ascensão das mulheres no mercado de trabalho é uma conquista inegável atrelada ao controle eficaz da natalidade proporcionado pela pílula.

O contraceptivo oral deu à mulher o poder de decidir se queria mais educação, culturas e trabalho gratificante antes de constituir família.

Em termos de saúde pública, a pílula também foi uma revolução, ao criar a possibilidade de evitar o número de abortos clandestinos, por exemplo. E assim ela ajudou a escrever a história da nova mulher.

Após meio século de mercado, porém, ainda existem muitos mitos e tabus em relação ao método.

Mito nº 1: Pílula dá câncer.
Todas as evidências clínicas e científicas demonstram o contrário: a pílula protege o ovário e o útero do câncer e protege a mama dos tumores benignos.

Mito nº 2: A pílula é antinatural.
Errado, a pílula imita o que ocorre no organismo feminino durante a gravidez. Na década de 1950 os pesquisadores observaram que durante a gestação a mulher não “ovula”, então tiveram a ideia de fornecer a ela um comprimido capaz de suprimir a ovulação, assim como acontece naturalmente na gravidez.

Mito nº 3: A pílula tem muito hormônio.
Os modernos contraceptivos orais bloqueiam o ovário, portanto evitam que hormônios naturais circulem. E os sintéticos fornecidos ao organismo vêm em doses que foram reduzidas gradativamente ao longo de cinco décadas, sem comprometer a eficácia do método.

No caso das novas vias de administração – a pele (adesivo), abaixo dela (implante) ou mucosa (anel vaginal) – a dose cai ainda mais por não ter a primeira passagem pelo fígado.

Quando usamos um medicamento por via oral, nosso intestino absorve o princípio ativo e joga na circulação. Então, “antes” de chegar até o local de ação ele inicialmente passa pelo fígado.

Pense em uma estrada com um pedágio. Os métodos que entram por vias não orais como o anel vaginal, a injeção, o adesivo, os implantes, têm a vantagem de não passarem inicialmente pelo fígado, portanto, não pagam pedágio. Por isso os efeitos são melhores. Isso se aplica à anticoncepção e também à reposição hormonal.

Vencidos os mitos, a pílula é um método anticoncepcional que permite ao ginecologista pensar grande: a curto prazo, é eficiente e reversível, com poucas reações adversas negativas e muitos efeitos colaterais positivos.. A médio prazo, preserva a fertilidade futura das jovens diminuindo ou suspendendo o sangramento e consequentemente os riscos de endometriose. A longo prazo protege do câncer e de doenças crônicas como os miomas e fibroses (tumores benignos).

Outro composto essencial à saúde é o hormônio de crescimento (GH). Ao contrário do que o nome sugere, ele não atua apenas na vida intrauterina, infância e adolescência.

Liberado pela glândula hipófise, este hormônio é responsável pelo crescimento e também pela renovação e restauração de nossas células. Ossos, músculos, sistema de defesa (imunológico), cérebro, coração e muitos outros órgãos dependem dele para seguirem em plena atividade.

O GH estimula a vitalidade e a energia, torna a cicatrização mais eficiente e melhora a elasticidade da pele. Também favorece a queima de gordura, aumenta a massa magra e o ganho de músculo. Em particular, ele remove a gordura mais danosa: a que tende a se concentrar na barriga, aumentando o risco de diabetes e infarto.

Este hormônio entra na nossa corrente sanguínea em "pulsos" durante o sono, particularmente após a meia-noite.

Aos 20 anos de idade seu suprimento está em nível ótimo. Entretanto, a partir daí a cada década de vida nossas reservas começam a cair. Então, por volta dos 60 anos podemos ter acesso a somente 20% do GH que tínhamos aos 20 anos. O déficit desse hormônio, que regenera todas as células do nosso corpo, causa envelhecimento.

Os principais sintomas da falta do hormônio do crescimento são:

- Pele fina, delgada, frouxa e quebradiça.

- Redução na espessura do osso.

- Aumento de tecido gorduroso.

- Diminuição da função cardíaca.

- Queda da imunidade.

- Perda da libido.

- Menor vigor físico.

- Depressão.

- Fadiga.

 

Como o hormônio é o principal alimento para a célula cerebral, a carência dele tende a afetar a função neurológica.

De modo geral, os indivíduos acima de 40 anos apresentam um nível de GH abaixo do normal. Mas as curvas hormonais variam de uma pessoa para outra. Algumas manifestam deficiência até mais precocemente.

A carência pode ser revertida com doses pequenas e regulares para mimetizar a secreção natural orgânica. Mas o HG só deve ser empregado mediante prescrição e supervisão médica. Seu uso para esculpir o corpo ou melhorar o desempenho de atletas está contraindicado.

Adultos com GH baixo que iniciam a reposição sentem-se mais saudáveis.

Eu, mesmo, sou prova disso!


É preciso ter cuidado com o que se lê e se escuta.

 

Em 2002, a mídia fez muito barulho ao divulgar os resultados do estudo WHI mostrando que a terapia de reposição hormonal após a menopausa aumentava o risco de câncer de mama e de ataques cardíacos. A revista Época, de 15/07/2002, estampou a manchete "Traídas pela medicina", que virou outdoor em várias capitais brasileiras.

 

O estudo foi noticiado por vários outros órgãos da imprensa, causando pânico entre as usuárias. Faltou dizer na ocasião que ele contemplava somente um esquema de reposição hormonal, justamente o mais antigo, por isso pouco utilizado, quando na época já existia mais de vinte combinações hormonais.

 

Também houve confusão entre números absolutos e relativos. As matérias mencionavam aumento de 26% na incidência de câncer de mama, fazendo supor que 26 entre 100 usuárias desenvolviam o tumor, quando na verdade a proporção era de 26 mulheres para cada 1000 (2,6%).

 

Cinco anos depois, o polêmico estudo foi revisado e os cientistas chegaram à conclusão de que os hormônios poderiam ser benéficos quando bem utilizados. A própria revista Época fez uma reportagem intitulada "Redimiram os hormônios" em 10/09/2008. Mas, ao contrário da anterior, ela não recebeu tanto destaque.

 

Nesse intervalo entre uma publicação e outra, o que mais me incomodou foi a reação de muitos médicos e dos representantes institucionais das corporações de ginecologia e menopausa. Por que se abalaram tanto com uma notícia da mídia leiga a ponto de demonstrar insegurança ao abordar o assunto? Por que nós, médicos, com prática clínica, mesmo observando diariamente os benefícios da reposição hormonal, quando bem individualizada e supervisionada, nos deixamos abater desse jeito?

 

Alguém me respondeu que "experiência pessoal não vale nada".

 

Lamento discordar: excesso de referência bibliográfica alheia é que pode atrofiar nossas experiências pessoais.

 

Chegamos a tal extremo nesta era da medicina baseada em evidências – que supervaloriza os resultados dos estudos clínicos para a tomada de decisão – que precisamos voltar a praticar a "medicina baseada em inteligência", como denominou o meu querido mestre Lucas Machado.

 

Nossa tomada de decisão deve ser baseada no conhecimento, que inclui educação, literatura e experiência. Esta é a arte e a ciência da prática médica. É a razão pela qual nós temos o prazer de praticar a clínica e a razão pela qual nossas pacientes nos valorizam como clínicos. Não podemos abrir mão desta responsabilidade.

 

Os hormônios para reposição hormonal após a menopausa avançaram muito. O mais usado no início para atenuar os problemas decorrentes da falência do ovário foi um estrógeno retirado da urina da égua grávida. Era um hormônio equino, diferente do hormônio humano. Mas a única opção disponível naquele momento.

 

A tecnologia evoluiu e surgiram os hormônios bioidênticos. Como o próprio nome sugere, eles são idênticos aos nossos hormônios naturais, embora tenham sido produzidos em laboratório por engenharia genética recombinante.

 

Uma ressalva importante: esses hormônios são diferentes daqueles presentes nas pílulas anticoncepcionais. Eles devem ser receitados por médicos experientes, com critério científico, clínico e laboratorial, levando em conta os sintomas, a idade e a saúde da paciente.

 

Existem dados concretos que nos permitem deduzir com relativa segurança os benefícios da terapia de reposição hormonal após a menopausa:

 

1) A reposição somente é realizada mediante a falta de hormônio.

 

2) O ideal é iniciá-la assim que começa a cair a produção hormonal. quando começa a cair a produção dos hormônios.

 

3) A via não oral é preferível à via oral por ser mais fisiológica.

 

4) Os prós e os contras da terapêutica devem ser apresentados à mulher, que decide pela aderência ou não. Portanto, "a decisão é da paciente".

 

5) Diferentemente da matemática, a medicina não é uma ciência exata, porque muitos parâmetros estão em jogo: genética, alimentação, atividades físicas, toxidade do meio ambiente, etc.

 

Hoje é possível compensar a falta de hormônio no climatério por meio de compostos sintéticos idênticos aos naturais, produzindo respostas totalmente fisiológicas.


A capacidade de vida aumentou exponencialmente. Na Roma Antiga, o tempo médio de vida eram 20 anos. Na Idade Média, subiu para 30 anos. No século XIX, atingiu 37 anos e em 1930, antes da invenção da penicilina, chegou a 48-50 anos.

 

Hoje, no Primeiro Mundo, a expectativa média de vida é de 84 anos. Em 2010 haverá mais de 220.000 centenários nos Estados Unidos. Então hoje para quem tem mais de 40 anos a expectativa de vida é de, no mínimo, 80 anos.

 

No Brasil, a média atual é de 71/72 anos para homens e mulheres. Segundo dados do IBGE, a população acima de 65 anos cresce 25 meses mais rápido que a população jovem: em números gerais, a população jovem aumentou 3% e a idosa, 60%.

 

Infelizmente, longevidade não anda de braço dado com qualidade de vida. A maioria dos indivíduos ainda não tem a menor garantia de uma velhice saudável. Quer dizer: vive mais com o risco crescente de adoecer mais. Que vantagem levamos nisso?

 

Os números preocupam: 83% da população brasileira é sedentária; 60% está acima do peso; 25% tem obesidade mórbida e 29% é hipertensa.

 

Portanto, é cada vez mais necessário contribuir para o envelhecimento digno.

 

Há muito tempo venho dizendo que a medicina de ponta é a preventiva, não a curativa. Quando fiz essa afirmação nas páginas deste livro, há quinze anos, arrumei grandes encrencas com as indústrias farmacêuticas.

 

A medicina curativa é imprescindível, porém precisamos também ficar atentos a outra realidade. Evidências científicas e clínicas reunidas nos últimos vinte anos têm demonstrado que a partir de 30/35 anos varias pausas são ativadas no organismo Como diz o Dr. Ítalo Rachid, "nós envelhecemos porque os hormônios caem, e não os hormônios caem porque envelhecemos".

 

A biologia demonstra que após o período reprodutivo, os indivíduos não interessam mais à natureza.

 

 

 

Ou compensamos as pausas desencadeadas pela carência hormonal, ou vamos envelhecer com grandes dificuldades nas funções da nossa mente e do nosso corpo.

 

 

 

Todo mundo sabe que quando a tireóide não fabrica mais seus hormônios, o indivíduo perde sua energia vital. Dorme muito, sente cansaço constante, engorda. Isso é conhecido por hipotiroeidismo e revertido com a prescrição dos hormônios em falta. As outras glândulas não são diferentes.

 

O hormônio feminino estradiol não é somente o que ativa as características de mulher nas meninas de 13 anos ou ativa os órgãos genitais. Ele é responsável por mais de 400 funções regenerativas e de reparo do corpo feminino.

 

O GH (hormônio de crescimento) também não tem como única função fazer o individuo crescer: ele exerce mais 150 funções.

 

Todos os preconceitos espalhados aos quatro ventos sobre hormônios demonstram uma total ignorância sobre o assunto.

 

Dizer que reposição hormonal causa câncer é até engraçado porque basta estudar os hormônios e a gênese do câncer para concluir que a afirmação não se sustenta. A literatura científica mostra o contrário: que eles protegem contra várias doenças, inclusive o câncer. A sua falta é que pode contribuir para distúrbios.

 

Sem estudo e sem experiência clínica o que se fala é puro "achismo".

 

Na mulher circulam hormônios do tipo androgênios (Hormônios que ativam características do homem) produzidos pela glândula suprarrenal e pelo ovário. Com poucas evidencias clinicas, ou seja, eles agem sem fazer muito barulho, trabalham nos bastidores.

 

O resultado é que tanto no aspecto reprodutivo e sexual como no envelhecimento suas ações são pouco compreendidas e existe pouca mídia (conhecimento leigo) em relação à essas funções.

 

Porem é como se nós tivemos um funcionário que trabalhasse muito mais não aparecesse no dia a dia.

 

Porém quando ele vai embora se instala uma confusão em todo o equilíbrio da empresa, ou seja, quando existe deficiência ou ausência dessas substancias no organismo o resultado são consequências adversas.

 

 

 

A Origem

 

 

 

São 3 origens desses “ANDROGENIOS” na mulher:

 

Numa região chamada “córtex” da glândula suprarrenal.

 

- No ovário

 

- E no tecido adiposo (gordura)

 

 

 

A glândula suprarrenal produz cerca de 95% de um tipo de androgênio apelidado DHEAS e 50% de um com um apelido parecido, DHEA; 30% deles são fabricados pelo ovário.

 

Eles circulam pelos rios e seus afluentes da corrente sanguínea em barcos de proteínas chamados transportadores.

 

Um outro primo irmão do DHEA e DHEAS é a androstenediona que é fabricada em iguais proporções pelo ovário e supra renal e 40% desse primo é proveniente do tecido adiposo.

Quem comanda a fabricação desses hormônios (A e testo) pelo ovário é um hormônio da glândula hipófise localizado no cérebro e é chamado (apelido) de LH.

 

De toda essa família o primo mais importante por seu trabalho é a testosterona.

 

Sua produção é meio a meio (25%) do ovário e 25% da suprarrenal os outros 50% vem do tecido gorduroso da periferia do corpo.

 

Em virtude da grande produção de testosterona no ovário ele é a melhor medida da produção hormonal do ovário.

 

*E quando esses hormônios chegam ao seu local de trabalho células alva ) eles ganham mais força pela transformação que recebem de uma enzima (5 alfa redutase)

 

*O nível destes hormônios na mulher estão sujeitos a fenômenos temporais. Ou seja

 

  1. O ciclo mensal e suas variações
  2. O declínio da glândula suprarrenal com a idade avançando
  3. E o declínio do ovário a partir dos 40 anos

 

Após os 25 anos o nível de circulação do DHEA diminui no Homem e na Mulher.

 

Uma modesta perda desses hormônios acompanha a menopausa embora seja uma perda bem menor do que a do hormônio feminino (o estradiol) que despenca.

 

Ao mesmo tempo que tudo isso acontece o hormônio feminino diminui o estímulo para a circulação de barcos que transportam os androgênios. Isso pode explicar a predominância dos androgênios e os efeitos e sinais de virilização (aparecimento de pelos) na mulher após os cinquenta anos porque uma enorme quantidade deles fica livre para trabalhar.

 

Os principais efeitos desses hormônios se iniciam já no bebe dentro do útero.

 

É a presença dele que determina o desenvolvimento do genital masculino.

 

Na puberdade, os androgênios da suprarrenal estimulam os pelos pubianos e axilares e contribuem no crescimento dos hormônios no ovário.

 

Tanto no homem como na mulher eles atuam em várias regiões do corpo. Incluindo a pele e sem acessórios potencializam processo cerebrais aumentam a produção de glóbulos vermelhos.

 

Modificam a secreção (produção) de proteínas estimulam o rim e o crescimento dos músculos e modificam os depósitos de gorduras.

 

Hoje em dia é fácil observar o quanto é amplo o trabalho desses hormônios porque com a tecnologia moderna já se localiza os receptores (regiões aonde trabalham) esses hormônios. Quando faltam esses hormônios em homem ou em mulheres acontecem grandes alterações no corpo e no comportamento.

Por exemplo:

 

  1. Obesidade
  2. Resistência à insulina (hormônio importante no trabalho das células com os açucares)
  3. Risco de doença cardíaca
  4. Diminuição das massas da força e muscular
  5. Risco de fraturas
  6. Diminuição da motivação geral
  7. Diminuição da libido.

 

 

 

No envelhecimento

 

 

 

Com o inicio do fim da função do ovário a produção de hormônio feminino (estradiol) despenca de tal forma que estimula a glândula mestra hipófise a mandar mais e mais estímulos para que o ovário funcione.

 

Como os funcionários responsáveis pela fabricação desse hormônio já se aposentaram nada pode ser feito em relação a este hormônio.

 

Porém os operários que ainda não se aposentaram são aqueles que fabricam a testosterona.

 

Ou seja, no inicio do período de menopausa temos pouco hormônio feminino e uma quantidade razoável de masculino a desproporção aumenta. Porém com o decorrer da idade a produção de testosterona também cai.

 

Uma mulher entre 70-80 anos tem apenas 10% do que tinha na juventude.

 

Também os androgênios que vem de outra fonte (suprarrenal) diminuem.

 

Por tudo isso é que insisto em repor esses hormônios no homem e na mulher quando existe um déficit natural ou pela idade.

 

São 28 anos que trabalhamos com a reposição de hormônios bio idênticos por implantes subcutâneos.

 

Os benefícios são imensos, tanto no corpo como no psico emocional e consequentemente no comportamento.

Apesar do constante aprimoramento das técnicas de fertilização assistida, ainda persistem algumas "duvidas" relacionadas com pacientes preparadas, mas que não aceitam o embrião transferido. O que acontece com esse endométrio? Por que um embrião pré-selecionado do tipo B consegue uma implantação, e outro, do tipo A, não obtém sucesso?

 

Pesquisas realizadas para observação dos fatores psicogênicos apontaram três importantes fatores etiológicos que, associados a outros fatores, de alguma forma interferem nessa dificuldade de aceitação do embrião. São eles:

 

1. Conflito com o papel de mãe (Allison, 1979; Eisnner, 1963);

 

Acrescentamos mais dois fatores atuais que, em nosso dia-a-dia, aparecem no ambulatório e na clínica de infertilidade:

 

2. Problemas com a identidade feminina (Mai, Munday/Rumpy, 1972); e

 

3. Imaturidade feminina (Sandler, 1970).

 

Nossas observações coincidem com as dos autores acima.

 

o Conflito em relação ao corpo (terrorismo estético); e

 

a Dificuldade de conciliação da maternidade com o trabalho.

 

Várias pesquisas demonstraram, também, a interferência do stress causado por esses e outros conflitos, tanto na ovulação quanto na espermatogênese.

 

A consequência final seria, então, o endométrio não-receptivo, devido as alterações vasculares na sua base, originadas pelos neurotransmissores adrenérgicos que interferem diretamente na dinâmica circulatória.

 

Não se trata, aqui, da relação causa efeito. Acreditamos, sim, na etiologia multifatorial, preservando as defesas da mulher, que são acionadas devido a uma predominância desses conflitos.

 

A infertilidade como doença psicossomática fica, então, caracterizada por uma série de fatores ligados ao ambiente da mulher, e a sua estruturação do feminino integrada aos fatores orgânicos acionados.

 

Infertilidade como crise

 

A crise na infertilidade pode ser conceituada como períodos de grandes modificações psicossociais, onde se pode desestruturar todo um referencial prévio de valores, de inserção social, de modo de relacionamento e, ate mesmo, de identidade.

 

A infertilidade, como todo período de crise ou de transformação referencial, pode permitir uma progressão para uma nova estruturação mais realística, ou, então, retornar a padrões de vivência e interação regressiva, de baixa capacidade de adaptação ativa.

 

A infertilidade como crise tem na base um problema insolúvel que ameaça importantes objetivos de vida e mobiliza recursos pessoais, fazendo emergir conflitos não-resolvidos do passado. Pode, inclusive, impedir a aquisição da afirmação do gene nas gerações seguintes. Estes fatos são considerados centrais na importante tarefa da aquisição da maturidade e do desenvolvimento psicossexual.

 

o significado da fertilização

 

Segundo Menning (1980), a crise da infertilidade pode carregar um potencial tanto para o desajuste individual e social, quanto para um positivo desenvolvimento, se a crise for superada.

 

Essa crise evoca um modelo previsível de sentimentos, tais como a perplexidade (espanto),a negação, a raiva, o isolamento, a culpa e a tristeza (aflição). 0 casal sofre sentimentos de perda e, dentre os mais comuns, encontram-se:

 

o da criança que o casal poderia ter tido;

 

o da auto-estima e da auto-imagem;

 

o do senso de controle da vida;

 

o da fé na justiça da vida; e

 

o da crença nos sonhos e projetos de vida.

 

Pode-se afirmar que, dentre as crises do ciclo vital humano, a infertilidade ocupa lugar de destaque.

 

No decorrer dos últimos anos, temos avaliado e estudado, no homem e na mulher inférteis, os simbolismos mais comuns projetados na busca do filho. Podemos afirmar que a reprodução, a nível humano, abre novas perspectivas temporais e existenciais ao indivíduo.

 

A partir da adolescência, o córtex cerebral humano passa a abstrair e perceber a significação do tempo. Isso, porque somos animais temporais e avaliadores.

 

Quando a mulher engravida, essa gestação inicialmente surge com forças de futuro. Projeção, esperança, projetos e sonhos tomam lugar no seu psiquismo. A gravidez abre, então, um painel de possibilidades novas na vida do casal.

 

Dentre essas possibilidades, a mais comum no arquétipo da gestação e a gravidez como a possibilidade de se estabelecer um novo vínculo amoroso, através do objeto que e o feto.

 

futuro bebe e pensado como um indivíduo carente e dependente de cuidados. Enos, humanos, frequentemente confundimos amar com cuidar, e ser cuidado com ser amado.

 

Nada mais complexo do que a relação amorosa, com todos os seus encantos e desencantos. POI-em essa ambivalência e parte natural do processo.

 

Na cultura crista, a falta de um filho por vias naturais desencadeia uma serie de culpas, que em alguns indivíduos alcançam grande intensidade. E, quando um bHCG da positivo, o bebe já e real na vida mental. Ele já existe, com todas as expectativas presentes. Por isso, um aborto precoce e vivenciado como um luto concreto desse filho sonhado.

 

Para a mulher, o simbolismo da maternidade significa identidade de mulher, o cumprimento

 

de sua função, e uma realização amorosa.

 

Para o homem, ha um significado mais fálico. Gravidez em sua parceira e a concretização de sua força, seu poder e sua virilidade. Obviamente, também significa proximidade de uma relação amorosa, mas o sentimento que vem na frente e o da virilidade de macho.

 

Infertilidade Como experiência estressante

 

Existem muitas teorias sobre o stress.

 

Na minha concepção, stress e uma mobilização fisiológica do organismo psicossomático, desencadeada por um estimulo real (do meio ambiente) ou fantástico (da mente), que deve ser respondido de forma adequada.

 

A resposta poderá ser lutar ou fugir. Sendo vivenciada essa resposta, nenhum tipo de alteração ocorrera no que chamamos de fisiológico. A patologia consiste precisamente em não responder.

 

Quando o estimulo permanece continuo, cotidiano e intenso, provoca uma alteração disfuncional, inicialmente devida a não-resposta, e tem inicio a fisiopatologia do stress. Assim se iniciam as disfunções, o mal-estar, o desequilíbrio; e a homeostase biopsicossocial desaparece.

 

Para aqueles casais que desejam intensamente um filho, a infertilidade e caracterizada por sentimentos persecutórios que atingem dimensões diferentes em cada indivíduo, mas que provocam um grau de stress extremamente elevado.

 

No sentido de ajudar esses casais, tornam-se necessárias algumas tarefas de adaptação, tais como:

 

1. Estabelecer 0 significado e a significância pessoal da situação;

 

2. Confrontar a realidade e responder devidamente aos fatos da situação;

 

3. Aliviar relacionamentos com membros familiares, amigos ou outros que possam ser estressantes para o casal;

 

4. Estimular os relacionamentos úteis, que possam ser benéficos e ofereçam suporte afetivo e apoio psicológico ao casal;

 

5. Colaborar com a manutenção de um razoável equilíbrio emocional; e

 

6. Preservar uma satisfatória auto-imagem, juntamente com o senso de competência.

 

Em se tratando de casais inférteis, a ajuda no desenvolvimento de habilidades individuais para a manutenção do bem-estar e a adaptação ao stress são primordiais no sucesso das modernas técnicas de fertilização assistida. Na PROFERT - Reprodução Assistida (SP) e no ambulatório da Faculdade de Medicina do ABC, usando desses artifícios, temos conseguido uma melhor adaptação dos casais ao difícil problema que e a infertilidade.

 

Entrevista com o casal

 

Ao iniciar-se uma anamnese com um casal infértil, e preciso considerar dois fatores: a expectativa e o conhecimento básico da fisiologia da fecundação.

 

1. Expectativa:

 

Avaliando um grupo de cinquenta casais inférteis, caracterizou-se a seguinte porcentagem de expectativas:

 

A) Expectativa exagerada de insucesso 12,7 %

 

B) Expectativa realística de sucesso 11,4 %

 

C) Expectativa exagerada de sucesso 75,9 %

 

Nesse grupo, havia casais das seguintes classes sociais:

 

o 18 casais de classe social baixa; e

 

o 32 casais de classe social media alta.

 

o nível de escolaridade era distribuído da seguinte maneira:

 

Analfabetos

 

1º e 2º graus

 

Nível universitário

 

De posse desse dados, concluímos que:

 

a) Independentemente do nível sóciocultural e do nível de informação, quando se trata de problema de infertilidade, e alto o índice de distúrbios de percepção, de pensamento e de discriminação lógica e criteriosa das expectativas.

 

b) Tais distúrbios foram atribuídos a desorganização e fragilidade originadas por regressões e negações do ego (psicodinâmica funcional).

 

2. Conhecimento básico sobre a fisiologia da fecundação:

 

No mesmo grupo, foi observado que:

 

A) 65% dos casais não tinham qualquer conhecimento básico sobre a fisiologia da reprodução.

 

B) Somente 58% tinham ideia da vantagem das re1ações sexuais próximas as ovulações.

 

C) 28% tinham noção da importância da avaliação masculina na problemática da infertilidade. Consequentemente, os outros 72% acreditavam que a mulher e a principal causa do insucesso do casal, quanto a infertilidade.

 

D) 3% tinham noção da relação entre a frequência da atividade sexual e o tempo médio para um casal jovem chegar a gravidez.

 

Tais dados demonstram que a realidade esta muito longe da idealização. Essa idealização pode ser reforçada ainda mais, quando os casais não colaboram com o esclarecimento e a educação básica, pelos profissionais, na entrevista inicial.

 

E importante que os casais tenham um conhecimento básico dos processos. Assim, poderá haver, desde o início, uma avaliação mais realística, o que facilita o desenvolvimento de uma relação medico - paciente mais saudável e proveitosa, no evoluir da terapia da reprodução assistida.

 

Esses dois fatores, quando conhecidos e acrescentados a anamnese clássica do casal infértil, permitem facilitar a aceitação do diagnóstico e das etapas da assistência.

 

Diagnóstico

 

o diagnóstico, em muitos casos, pode variar de uma semana ate dois meses, pois depende de alguns exames complementares, que por sua vez podem demorar muito ou pouco, conforme sejam os centros mais ou menos evoluídos, na operacionalização e técnica.

 

o fundamental e que o diagnostico seja exato, ou bem próximo do exato, porque, apesar de não estar doente, o indivíduo infértil "se sente muito doente". Portanto, e a precisão do diagnostico que vai determinar a precisão e as etapas da terapia especializada.

 

o conhecimento das etapas a serem seguidas, com a correta informação sobre cada uma, pode colaborar para a melhor aceitação no caso de insucesso em alguma delas, sustentando a esperança para uma próxima investida, que será inevitavelmente mais técnica e desgastante.

 

A idade e um fator decisivo nessas etapas. No entanto, é importante lembrar que a dimensão do tempo e pessoal e caracterizada pelos fenômenos emocionais que cercam os indivíduos.

 

Pela nossa experiência, um diagnostico pode despertar vários sentimentos de perda. Os mais comuns são a perda de status; de auto-estima; de controle; da importância do relacionamento; da saúde geral; da aceitação da imagem corporal ou uma deformação desta; da segurança; do valor simbólico de objetos ou pessoas; de fantasias, sonhos e projetos.

 

A sexualidade e o cumprimento das orientações feitas após o diagnostico altera a sexualidade e o sexo do casal. Isso, porque, em períodos diferentes de vida, podemos ter diferentes atitudes em relação ao sexo. Em alguns momentos, dizemos "sim" ao sexo-satisfação, e "não" ao sexo-reprodução; em outros, podemos dizer "sim" ao sexo-satisfação, e "sim" ao sexo-reprodução.

 

No entanto, em casais inférteis, durante 0 período de assistência, podemos afirmar com segurança que o posicionamento e de "sim" para a reprodução e de "nunca mais" para a satisfação.

 

o sexo, como elemento mágico e transformador, envolve satisfação das motivações pessoais, intimidade, afetividade, sensualidade, sensibilidade, jogo, divertimento, trocas e comunicação.

 

No casal infértil, a obrigação e o pensamento obsessivo-maníaco na busca de uma criança afastam a magia e a libido. O sentimento de desamparo, solidão e persecução dominam a cena. E fundamental, portanto, que os profissionais que cuidam e assistem a esses indivíduos tenham ciência de toda a modificação desse vínculo, para ajudá-los e apoia-los em suas crises.

 

Funcionamento psíquico e defesas acionadas (psicodinâmica)

 

A relação medico - paciente, bem como a administração do problema em si, seguem um funcionamento psíquico e comportamental que deve ser bem compreendido, para facilitar o processo de ajuda psicossomática ao casal infértil.

 

Quaisquer alterações na homeostase biopsicossocial desses indivíduos geram adaptações, Esses processos, acionados pelo organismo numa situação de "ameaça" ao instinto de sobrevivência e/ou da perpetuação da espécie, vão modificar-lhes a fisiologia orgânica e psíquica,

 

No organismo, todos nos conhecemos as reações do estado de alerta. No psíquico, as defesas só diferem nos anticorpos psíquico celulares pela forma.

 

Os anticorpos do mecanismo psíquico são chamados de mecanismo de defesa do ego, da pessoa. Na infertilidade, as defesas mais encontradas são a regressão, a racionalização, a negação, o acting out (atuação) e a sublimação.

 

A regressão gera formas de relacionamento infantis, quando a paciente transfere para o profissional ou para a equipe mecanismos primitivos de seus relacionamentos, com figuras significativas de infância (seus pais). Cera, também, distúrbios de percepção e pensamento, Nesse estado, fica mais difícil a paciente encontrar recursos para administrar sua infertilidade.

 

Quando o médico atua com onipotência e onisciência, sem se preocupar com esses aspectos, até mesmo por não identificá-los, possibilita uma contratransferência, ou seja, manda de volta uma resposta nao-adequada que impede a paciente de progredir. Nesse contexto, o casal dispõe de poucos recursos para enfrentar o provável insucesso da fertilização assistida, ou se mantém com um certo despreparo e muita infantilização, no caso de ter que lidar com o próprio sucesso.

 

Tanto um, quanto outro caso, dificultam para os indivíduos a "adoção", isto e, a aceitação da criança biológica ou adotiva. Entretanto, o filho biológico também precisa ser aceito por essa mãe, por esse casal.

 

A racionalização tenta desviar o sentimento e a emoção para o córtex cerebral, porem essa tentativa só contribui para alienar os pacientes, durante algum tempo, da elaboração mais adequada ao problema, que e real, concreto e precisa ser enfrentado com todos os recursos possíveis. E como usar o analgésico por algum tempo, diante de um processo infeccioso, na tentativa de minorar o sofrimento. Protege, mas não contribui para o progresso da pessoa, no seu processo de superação do problema. Sentimentos e emoções são desviados para o organismo, gerando disfunções de ordem geral.

 

A negação procura anular o sentimento e a emoção, colocando-os no porão do psiquismo, no inconsciente. E uma defesa comum, acionada quando a dor psíquica referente ao problema torna-se insuportável; no entanto, gera mais e mais desvios energéticos e recalques. E, quando as comportas da represa se abrem, o dano e ainda maior do que no processo de racionalização.

 

A atuação (acting out), mais comum nos homens inférteis do que nas mulheres, consiste em optar pelo excesso de trabalho, por exagero no esporte ou em qualquer outra atividade, de forma obsessiva, a fim de atenuar a dor.

 

A sublimação e uma defesa mista, onde se usam mecanismos de racionalização, de negação e também de atuação. Buscam-se formas amenas e socialmente aceitas, para amenizar o sofrimento. E comum, por exemplo, o homem azoospermico entrar numa academia de karate, ou de boxe, para descarregar sua dor.

 

Compreendendo e identificando os mecanismos de defesa, na dinâmica fisiológica de adaptação as ameaças aos instintos, pode-se acrescentar outra abordagem, durante os diversos esquemas de tratamento na:

 

o indução da ovulação;

 

o realização de exames laboratoriais;

 

o coleta de sêmen;

 

o coleta dos óvulos;

 

o transferência dos embriões;

 

o espera do bHCG;

 

o possibilidade do aborto; e

 

o decisão de redução do numero de embriões.

 

São momentos difíceis, em que o médico poderá ajudar o casal a ultrapassar obstáculo por obstáculo, utilizando-se dos recursos disponíveis.

 

as desafios que os profissionais da reprodução humana enfrentam são inúmeros. Diante disso, não devemos esquecer que:

 

- É um novo vocabulário medico, que os pacientes desconhecem.

 

- É necessário que os pacientes participem ativamente das decisões no tratamento, nas etapas e procedimentos adotados.

 

- É importante tentar diminuir 0 tempo de espera consumido no diagnóstico.

 

- É fundamental adaptar os gastos financeiros a cada casal, colaborando ao máximo para reduzir o que for possível.

 

Não nos esqueçamos, também, de que os casais enfrentam esses desafios sem garantia de sucesso.

 

A equipe de trabalho

 

Atualmente, quase todas as clínicas de infertilidade trabalham em equipe, uma vez que e impossível uma clinica de movimento médio atender satisfatoriamente a demanda de tempo na assistência aos casais. O médico centralizador estará, portanto, se envolvendo numa assistência precária, pois e humanamente impossível realizar sozinho essa tarefa. Pelo menos, para os "mortais comuns".

 

Logo, a equipe de trabalho devera estar preparada e ter conhecimento básico da abordagem psicossomática. Assim, a recepcionista, a enfermeira, o biólogo, o psicólogo, o médico, todos os componentes da equipe deverão falar a mesma linguagem. O equilíbrio do conjunto facilitara para que se desenvolvam fatores como segurança e confiança nos casais.

 

Só assim os indivíduos encontrarão um setting, um porto seguro, onde fica mais fácil progredir na administração da problemática da infertilidade.

 

Neste final de século, a medicina tem apresentado constantemente, aos olhos dos leigos, evidências de possibilidades ilimitadas, técnicas sofisticadíssimas, aparelhos quase mágicos, e habilidades surpreendentes. Alguns profissionais da saúde absorvem de tal forma esses fatos, que passam a incorporar todo esse endeusamento high tech, atropelando uma série de características humanas. E bem possível que um veterinário mais sensível trate melhor e mais humanamente seus clientes, do que um esterileuta de alto padrão tecnico-cientifico.

 

Por outro lado, existe, na medicina da reprodução humana, uma série crescente de criticas a respeito dos efeitos colaterais, do mascaramento dos sintomas, da iatrogenia da palavra, da overdose de exames, dos custos elevados e da ausência de tratamento humanitário. as procedimentos médicos, ate agora, orientaram-se basicamente pela funcionalidade e pela eficácia.

 

E como se esses casais, na visão da medicina atual, não tivessem alma nem afetividade. A busca frenética do resultado anula quaisquer efeitos ou feridas profundas que possam ocorrer no processo, e a busca de um filho, em um casal infértil, transcende a perpetuação da espécie e alcança projectos e valores individuais e únicos.

 

Na verdade, os fatos em si mesmos nunca tem muito sentido. O significado de um acontecimento s6 surge como resultado de sua interpretação; é esta que permite que se tenha a apreensão total do seu significado.

 

Quando as pessoas deixam de interpretar os acontecimentos deste mundo e o decurso do seu destino, a vida mergulha na insignificância e na falta de sentido. Quanto aos profissionais da reprodução humana, só se sentem adequados quando o casal engravida e a gestação vai a termo.

 

Diante disso, eu perguntaria: - E quanto aquela maioria de casais que a inserninação ou a FIV não resulta em sucesso?

 

E fico a imaginar o leitor, acionando suas defesas e pensando: - isso não e problema meu! Que procure um terapeuta ou tente com outro colega." Será assim mesmo?

 

Nossas intenções são simplesmente de humanizar as terapias e os procedimentos usados na assistência a difícil e árdua tarefa da busca de um filho, com todos os simbolismos e significados do ser pai e do ser mãe.

A saúde comportamental humana esta na harmonia entre vivenciar plenamente 0 amor, 0 trabalho e 0 lazer. Essa harmonia, entretanto, e vivida somente por toda pequena parte da população. A maior parte das pessoas tem dificuldades em suas relações afetivas, na realização profissional e vivenciam pouco prazer nas atividades recreativas.
 
Vivemos em uma cultura patriarcal e judaico-cristã, onde a mulher e considerada um ser inferior e toda sua potencialidade humana e colocada no seu papel de santa, sofredora e mãe sacrificada.
 
A menopausa significa o fim da capacidade reprodutiva da mulher; é um acontecimento natural e fisiol6gico.

 
Podemos afirmar com segurança que a receptividade saudável a menopausa e alcançada pelas mulheres que em sua vida vivenciaram plenamente sua feminilidade.
 
Por outro lado, a intensidade dos problemas relativos ao climatério depende, em grande parte, da plenitude com que a mulher viveu sua sexualidade are esse momento. Nessa fase, todos os desejos não satisfeitos costumam acumular-se, representando o modo de ter perdido alguma coisa da vida, e levam ao pânico de não ser mais capaz de recuperar 0 tempo perdido. A mulher, nesse período, só consegue olhar para trás e contabilizar 0 negativo. Chora pelo que não fez e desejou fazer.
 
No primeiro caso, temos as mulheres que elaboraram seu Édipo e sua castração primaria, e permitiram-se um destino fecundo de coração, de corpo e de sublimações. A menopausa abre então um pedido de florescimento de sua pessoa social, um pedido de grande estabilidade fisiológica e afetiva, o acesso a um certo "saber" de experiência e de lúcida indulgência. O. ideal de ego genital se põe a serviço dos outros: a defesa dos interesses comuns de um grupo, a assistência aos netos, auxilio a mulheres mais jovens, tornando mais suaves as tarefas domésticas e maternas. 0 narcisismo dessas mulheres, assim sustentado pela sua inserção social, cede lugar a uma sexualidade genital sadia, em correspondência com seu companheiro. Sua tolerância ante sua modificação estética é maior e e1as aprendem a diferenciar estética de be1eza. Irradiam paz, simplificam todos os problemas e angustias das pessoas que as procuram, e possuem a inteligência do coração de maneira mais natural, mais inconsciente.
 
São ativas e, apesar da idade, são pessoas em continuo crescimento pessoal.
Aceitam tranquilamente a terapia de reposição hormonal quando
indicada pelo seu ginecologista e colhem os frutos do alivio dos seus sintomas, valorizando a Medicina moderna. Fontes inesgotáveis de esperança e experiência que, apesar da diminuição dos mecanismos mentais provocada pela idade, simbolizam a aceitação do transcorrer das estáveis, da vida e da morte, encarnam o acolhimento aberto a todos, valorizam de maneira ingênua pequenos nadas que revelam a alegria das trocas afetivas devolvendo, com um toque de simplicidade e gravidade, a esperança humana aos corações fragilizados.
 
Por outro lado, a menopausa da neurótica traz consigo a mascara do horror. A agressividade comportamental reivindicadora e simbolizada por essas velhas bruxas, mal-amadas e incapazes de amar.
 
A presença de tais criaturas, de instintos vorazes, enlouquecidas por não poderem fugir a sua insuperável angustia, temendo ser violadas em suas menores poses narcísicas, e um perigo real para seu companheiro e seus descendentes genéticos que para elas simbolizam, em sua regressão, o mal, o outro a quem odeiam, a fim de continuarem a exercer seu poder e sua agressividade sexual.
 
Monstros sagrados em certas famílias e em certas comunidades e instituições, das quais encarnam o antepassado frustrado afetiva e sexualmente, elas dirigem a dança como as feiticeiras de MacBeth; temidas, odiadas e veneradas, perversas e perversoras daqueles que por educação devem respeita-Ias, e juntamente com elas, todos os valores mortos.
 
Seus sintomas, originados pelo déficit de estrogênio, são supervalorizados e instrumentalizados para manipular e controlar seu companheiro e familiares. Não aceitam as terapias de posições, pois estas podem lhes tirar urna arma valiosa. Perambulam por ginecologistas como zumbis ameaçadores, questionando sempre o profissional, a Medicina e a indústria farmacêutica.
 
São aterrorizantes e fóbicas. Profetizam catástrofes e irradiam um nocivo baixo astral. Buscam muitas vezes cirurgias mágicas numa tentativa masoquista de retaliação e autopunição. Deve-se, também, acrescentar que os idosos (homens) jamais atingem a intensidade de poder perversor dessas senhoras teratogênicas, tão rica em poderes patogênicos difundidos sobre a descendência; e a feminilidade frustrada articulada com a maternidade. Em relação a resposta sexual da mulher climatérica, podemos observar alterações na dinâmica circulatória devido ao déficit estrogênico, como, por exemplo: diminuição da circulação pélvica, diminuição da lubrificação vaginal, diminuição da expansão vaginal, diminuição da ingurgitação urerina, aumento das contrações espasmódicas no orgasmo.
 
As consequências mais comuns observadas na cunica são: dispareunia, inapetência sexual e anorgasmia.
A dispareunia e causada por fatores orgânicos, principalmente pela queda do estrogênio circulante. Teremos alterações estruturais na mucosa vaginal (atrofia), na flora bacteriana e na bioquímica vaginal (pH).
 
o desinteresse (inapetência) e multifatorial:
 
_Dor
 
_ Anorgasmia
 
_ Diminuição da auto-estima
 
_ Auto-imagem negativa
 
_ Apatia e aversão
 
_ Crenças, mitos e tabus

 
_ Falta de privacidade
 
_ Parceiros disfuncionais ou desmotivados
 
_ Aposentadoria e tédio
 
_ Obesidade e alcoolismo
 

Todos esses fatores nos asseguram que a inapetência está ligada a hábitos e atitudes e não a doenças ou características fisiológicas da idade.

Nas mulheres que sofreram cirurgias, teremos alterações no com-
portamento sexual, dependendo do significado simbó1ico da cirurgia
para cada paciente em particular.
 
Em nosso material clínico, a histerectomia apresentou vários significados:
span style="font-family: Times New Roman; font-size: small;" face="Times New Roman" size="3"> 
_ Perda de desejo
 
_ Perda da feminilidade

 

_ Perda da força e da energia
 
_ Suscetibilidade e vulnerabilidade a dor
 
_ Suscetibilidade a obesidade
 
_ Sinal de velhice
 
Todos esses significados se estabeleceram por distúrbios cognitivos devido a um mecanismo de defesa do ego, a regressão, ocasionada pelas cirurgias.
 
Nessas pacientes, o comportamento sexual saudável somente aconteceu quando, após sessões de terapia de apoio, conseguimos propiciar meios de progressão, reflexão e facilitação para elaborasção adequada desses simbolismos.
 
Nas pacientes que foram histerectomizadas por apresentarem tumores (miomas) em seu útero, foi comum o sentimento de culpa por abortos anteriores, por relacionamentos extraconjugais e a crença da doença como punição de um pecado sexual.
 
Essas pacientes apresentaram um comportamento sexual mais persecutório e sadomasoquista e o trabalho terapêutico foi mais árduo e longo, pois tivemos de trabalhar a culpa, além dos distúrbios cognitivos. .
 
Nas mastectomizadas, sua sexualidade ficou alterada por três motivos básicos:
 
- Sua imagem diante de si mesma
 
- Sua imagem diante do parceiro
 
- Sua imagem diante do mundo
 
Aqui lembramos que a mama e o órgão fálico da mulher, da mesma forma que o pênis e o órgão fálico do homem. A identidade feminina está muito colocada na sua imagem corporal e como o útero, os ovários e a vagina são 6rgaos internos, a mama e, para si, e para o mundo, a identificação da fêmea, do feminino e da mulher. O comportamento sexual da mastetomizada está diretamente conectado com a reelaboração de sua imagem corporal e da reação do seu companheiro em relação a esta nova imagem. Quando há dificuldade nesses dois fatores, a sexualidade genital e reprimida e sublimada.
Acompanhamos uma paciente com vulvectomia total que, por ter um parceiro amoroso e sexualmente interessado e interessante, mantinha suas relações sexuais orgásticas naturalmente. Um ano após a cirurgia, veio a saber, pelo seu medico, que tinha perdido também o clitóris; a partir desse conhecimento, não mais conseguiria alcançar seu orgasmo em suas relações sexuais. Passou a ter relações anais orgásticas com seu companheiro e hoje o casal sente-se muito bem em relação a sua vida sexual.

 
Concluindo, gostaria de fazer os seguintes comentários:
 
1. 0 comportamento sexual na menopausa depende principalmente da plenitude com que a mulher viveu sua feminilidade ate esta data.

 
2. E fundamental que 0 parceiro seja amoroso, interessado e interessante.
 
3. As alterações orgásticas do déficit estrogênico devem ser preveni-
das e/ou tratadas com terapia de reposição hormonal (TRH).
 
4. Devemos dessensibilizar os mitos, as crenças errôneas, os estere6tipos e os tabus da menopausa. .
 
5. Devemos estimular as atividades profissionais, sociais, esportivas e recreativas para essas mulheres.
 
6. Devemos orientar sobre a alimentação adequada para essa faixa etária.
 
7. Devemos orientar e fazer os exames necessários preventivos do câncer ginecol6gico (mama, útero e óvulos). .
 
8. Devemos auxiliar na reelaboração da auto-imagem e reestruturar cognitivamente as mulheres que sofreram cirurgias.
 
Talvez a forma ideal para urna assistência mais global a mulher climatérica fosse:
 
TRH + uma boa imagem + atividades + frequência regular de atividade sexual = exercício saudável da sexualidade
 
Mas nunca esquecer o velho aforismo: "cada caso e um caso" e, por isso, devemos individualizar a assistência a mulher no climatério. Para finalizar, vamos lembrar um velho poema de Luiz Borges:
 
«A velhice pode ser nosso tempo de ventura. . o animal morreu, ou 'luau morreu. Restam o homem e a alma."

Introduction

Endometriosis is one of the most frequent problems encountered in clinical gynecology. It is an enigmatic disease, and affects women from menarche to menopause.
Endometriosis occurs during the reproductive phase of a woman's life. It is of unknown etiology, and its incidence has largely increased during the past 30 years, coinciding with many changes that have occurred in human society. Women are now more liberated, more participant, and less intellectually repressed. Hysteria has greatly declined over the same period of time, being known today as a consequence of sexual repression.
With such changes, it has become more difficult for women to deal with maternity. Maternity takes women away from their work and from their wider sexuality, and this has led to gradual changes: what was much repressed is no longer, and has been exchanged for somatization. Society has become too anti-instinctive, too anti-natural.
Disease makes us honest, because it shows something that is happening within us and that we cannot otherwise communicate. In our psychosomatic approach, we treat the patient and not the disease, since we consider diseases to be the expression of an inner disorder that the patient cannot communicate or deal with in any other way.
In terms of sexuality, we say that we are born male and female in the biological sphere, we identify ourselves as masculine and feminine in the psychological sphere, and we become man and woman in the social sphere. The harmony among all three areas will create the structure for our personal sexuality, which is in constant development throughout our lives.
Sexuality is purely bio-energy: in childhood it is based on the relations between the child and the significant people for him/her. The child needs to explore his/her body and the environment and relate with people, and will find pleasure in new discoveries. In childhood, sexuality is entirely ludical.
During adolescence, with the building up of hormones, this playfulness of sexuality changes and becomes more vital; the body undergoes many alterations and sexuality becomes phallic, because the adolescent will try to exert power or status in his/her social group, and domination, if possible.
Adolescents bring from childhood two very inadequate messages: for girls, the message that they are adapted to the environment by their capacity to seduce, their esthetics, their physical beauty. This applies in all Eastern and Western cultures. Boys carry the message that they are worth what they do. So they make their sexuality dependent on their capacity to do things, their performance, their capacity to make money. In short, their acting-out. Their self-esteem depends on this. In adulthood, sexuality is either adapted, thanks to positive passages in childhood and adolescence, or else inadequate, due to past failures.
At this time, from a biological point of view, the female organism is ready to perpetuate the species. In a psychosexual sphere, ma­ternity helps the woman to fulfill her sexuality.
Nowadays, however, our society sees mater­nity as a harassing factor. It becomes very diffi­cult for a woman to conciliate her reproductive role with society and her social activities. A conflict arises there, although most of the time on an unconscious level. Symptoms, functional disorders and diseases in a patient's history allow us to ascertain that something may be wrong.
From birth to death, man has a long and winding road, and many silent passages to cover. During his lifetime man may feel various types of pain. They are important for him to reach his identity. Old age also depends on pre­vious history: a woman will only enter meno­pause with assurance if the history of her sexuality is positive.
In a patriarchal society, where females are seen as less valuable, some women fear and re­ject their feminine condition, and this refusal leads to a conflict, which often remains uncon­scious. In such circumstances, a physical disease may represent palliation of the psychosocial con­flict, and here is the doctor's role: to arrive at a
perfect diagnosis and to treat the symptoms and the causes of the disease; create in the patient an awareness of the existing conflict; legitimate the patient's fear and refusal of maternity as being possibly normal human behavior. The more a woman struggles against nature, the more she will have to express her conflicts. Doctors must help the patient to find inner equilibrium, but to do so they must decipher their patient's body language. As the French say, chasset I.e naturel, fa revient au gallop (chase nature and it will come galloping back to you).
Doctors have sometimes forgotten how to open the door to their patients and how to look for the causes of pain. We know how to treat body pains but not the pains of the soul. Unless we learn that, we shall remain mere technicians in the treatment of symptoms. Medicine is sci­ence, but let us not forget that it is also art.
Materials and methods
We would like to share with you the results ob­tained in our series of 26 patients with Type I endometriosis. These patients were treated clinically with gestrinone, gonadotropin releas­ing hormone (GnRH) analogs and oral con­traceptives, and they were given psychological support and sexual orientation for a period of 18 months. Their profile is as follows: age be­tween 21 and 35 years; class A or B; college graduates; four married, two single, 22 multi­parous; and four patients had abortions in adolescence.
The patients were gynecologically assessed through classical anamnesis, physical and ul­trasound examinations, and laparoscopy. For the psychological assessment, we used psychodiagnostic tests (Phillipson's test) and support therapy. For the sexological assess­ment, we used classical sexological therapy.
The main complaints of these patients were: dysmenorrhea, pelvic pain and deep dyspareunia. All patients were looking for gy­necological and sexological treatment. None of them wanted pregnancy.
Dysmenorrhea was always secondary, seen with the increase in age. Pelvic pain was always in­termittent in several sites in the abdomen and dyspareunia was present with deep sexual pene­tration. Orgasmic dysfunction was the result of pain. With time, this led to loss of sexual appetite.
Figure 1 shows the symptoms experienced by patients with pain who were treated with gestrinone. We started off with 14 patients complaining of dysmenorrhea, eight com­plaining of pelvic pain, and six with deep dys-

pareunia. With the use of gestrinone during 6 months, we had total elimination of the symp­toms and this persisted for 8 months. During the follow-up with oral contraceptives (ethinyl­estradiol 30 µg, gestodene 0.75 µg) some of the symptoms returned in some patients, al­though with reduced intensity.
Sexology sessions for sex assessment and support psychotherapy were conducted during 18 months of follow-up. During the first 6 months, one session was held every 10 days; for the subsequent 12 months of follow-up, one session was held every 15 days. Table 1 shows the side-effects of drugs administered.
Figure 2 shows the symptoms experienced by patients with pain who were treated with analogs of gonadotropin releasing hormone (GnRH). We started off with 12 patients com­plaining of dysmenorrhea, ten patients com­plaining of pelvic pain, and seven patients with deep dyspareunia. The GnRH analog used was goserelin, which gives faster results, and the symptoms were eliminated for 10 months. Fol­low-up treatment included the oral contracep­tives ethinyl estradiol 20 µg and desogestrel 0.15 µg. During the follow-up period, some symptoms returned in some patients, with reduced intensity. Table 2 presents the side­effects of drugs administered.
The decrease of estrogen levels under drug medication (gestrinone and GnRH analogs) leads to a decrease of vasocongestion, causing varied responses in patients, as shown in Fig­ure 3. These responses might cause inter­course discomfort, but regardless of the hormonal status, all patients reported an im­provement in their general sexuality.
We believe this was due to the suppression of pain, a better awareness of their conflicts, an improvement in the ability to communicate with partners, and adequate answers to some of their personal conflicts.
In the follow-up, we evaluated social aspects and the general behavior of 26 patients. We found an improvement in social, artistic and sporting activities (Figure 4). The behavior assessment was repeated at 6-monthly intervals. The results were an improvement in the rela­tion with partner in 20 patients, and in sexual performance in 21 cases, as shown in Table 3.
The psychological aspects of the therapy fo­cused on seven topics, which seemed relevant to us: feminine identity, social activities, rela­tionships with partners throughout their lives, ability to communicate, reports on sexual per­formance, patients' increase of cognitive per­ception, and knowledge about the disease.

Conclusions

Endometriosis is a disease that OCCUFS during the reproductive period of a woman's life. It is a form of communication of a biopsychosocial
disharmony. It leads to symptoms that have un­derlying meanings. Doctors must learn to deci­pher these meanings, while at the same time, treating the medical disorders involved.
It is important to provide the patients with appropriate tools, for them to acquire an awareness about their sexuality and about their difficulties in their relationships with themselves and their partners.
Treatments with drugs have shown poten­tial benefits, and management of side-effects was excellent. These will be accepted by the patients when worked out during psychother­apy and sexological therapy sessions.
It is estimated that 10-15% of all menstruat­ing women have some form of endometriosis. Our study is one form of approach to this en­igmatic disease.
{slider=Elcometrine for long-term contraception and clinical management of endometriosis}

E. M. Coutinho and M. Monfgomery

Introduction

Elcometrine (ST-1435), also referred to in the scientific literature by the trade name Nestorone, is a 19-norprogesterone (16-methy-lene-17(x-acetoxy-19-nor-4-pregnene-3,20-dione), devoid of both androgenic and estrogenic properties. The compound is related structurally to the derivatives of 19-nortestos-terone, such as norethindrone and levonor-gestrel. It is also chemically related to 17(x-hydroxy derivatives of progesterone such as medroxyprogesterone acetate. Elcometrine was registered as a contraceptive in Brazil in 1998 to be used as a subdermal implant for 6 months. During this time interval, a single implant containing 50 mg of the compound inhibits ovulation, providing contraceptive protection comparable only to that afforded by sterilization or long-acting injectables. In the largest pub-listed series, a single implant of elcometrine was used by each of a group of 282 women seeking contraception. A total of 1720 woman-months of use were recorded over the first 6-month period. At the end of the second 6 months, 3373 woman- months were recorded. For the first 6 months, Pearl index was 0,36.

Long-acting contraception for nursing women

During the early phase of development, it was found that elcometrine was ineffective as a contraceptive when administered orally. This lack of effect by the oral route was in contrast with its high efficacy by parenteral administration. The suggestion of using elcometrine as a contraceptive for lactating women has been evaluated at the Climério de Oliveira Maternity Hospital of the Federal University of Bahia during the last 2 years. In one trial, 66 breast-feeding women receiving elcometrine by the subdermal route were enrolled. These women were compared to 69 women also breast-feeding who elected to use copper T 380 intrauterine devices. The intrauterine device users served as controls. The women and their infants were observed until the end of the first postpartum year.

There were no significant differences in growth and development measurements among the infants in the elcometrine and control groups. The percentage of infants continuing to breast-feed at 3 and 6 months was significantly higher in the elcometrine group. There were no significant differences between the concentrations of elcometrine among the infants in the elcometrine and control groups. There were no significant differences between the concentrations of elcometrine in the blood and milk of the mothers. At 75 days, blood levels of elcometrine in the infants were near the non detectable level and significantly lower than the levels in maternal blood or milk (p < 0.01). In 15 out of 25 infants, blood levels of elcometrine were at the limit of assay sensitivity or undetectable. Two pregnancies occurred in women using intrauterine devices, and none in those using implants, There were bleeding irregular-ties in both groups.
During the first 90 days, the percentage of the women on elcometrine who developed amenorrhea was only 7.7%. This percentage increased during the second 90-day interval to 27%, reaching 36,7% during the third 90-day interval. Arnenorrhea in the women using intrauterine devices reached 27% during the first 90-day internal but decreased to 12.9% during the second 90-day internal and to 7,1% during the third 90-day internal. (Figure 1).
The combined incidence of prolonged bleeding and frequent, infrequent and irregular bleeding throughout the study is shown in Figure 2. During the first 90-day interval, the percentage of women presenting any type of bleeding with the exception of regular menstrual bleeding was higher in the elcometrine group (51%) as compared to the control group (8%). During the second 90-day interval, while the incidence decreased from 51% to 31% in the elcometrine users, it increased from 8% to 16% in the control group. During the third 90-day interval, while it decreased further to 27% in the elcometrine group, it further increased to 19% in the intrauterine device users.

Regular bleeding, similar to menstruation, was less than 5% in the elcometrine group throughout the study while it increased from 11% in the first 90-day interval to 35% during the third 90-day interval in the control group (Figure 3). This increase in the number of women in the control group with regular menstruation is in agreement with the reestablishment of regular ovulation in these women. As ovulation did not occur in the elcometrine implant users, regular menstruation was almost absent in this group of subjects.

Clinical management of endometriosis

In view of its ovulation and menstruation suppression properties, elcometrine has been used successfully in the treatment of endometriosis. In one study published in 1995, it was shown in 30 subjects presenting with large endometriomata in the ovaries that a regression of tumor size occurred following the insertion of a single implant of elcometrine. In a larger series of 51 patients with endonietriomata in one (19 patients) or both (32 patients) ovaries, one elcometrine implant made of Silastic tubing (Technical Products, Georgia, USA) containing 50 mg of the compound was inserted in each of the 51 subjects. At the end of every 6-month interval, subjects were offered a new implant. Dysmenorrhea was present in 37 patients (73%) and chronic pelvic pain in 28 (54.9%).

Dyspareunia was reported by 15 (29.4%). The intensity of pain was rated as incapacitating or severe in 82% of subjects, moderate in 12% and weak or absent in 6%. All 51 women completed the first segment of 6 months. Forty-four women had a new implant inserted at the end of the first 6-month interval and completed 1 year of treatment. Fifteen subjects discontinued at the end of 1 year. The remaining 29 received a third implant, completing 18 months of treatment. Thirteen of these discontinued while the remaining 16 received a fourth implant and completed 2 years of treatment. Nine women received a fifth implant and of these three received a sixth implant. Of these three, two received a seventh implant, completing 3.5 years of treatment. Most patients felt relief of pain a few days after insertion of the implant. At the end of the third month of implant use, no patient reported incapacitating or severe pain, 10% of subjects reported moderate pain and 90% reported weak pain or no pain at all.

The volume of endonietriomata decrease in 94.1% of patients. In 74.5% of subjects ovarian volume was restored to normal. Figure 4 illustrates one such case. In 19.6% volume reduction was incomplete and in only 5.9% was there no change in volume. In this series the mean weight gain was 2.9 kg. The most common complaint was a reduction in libido, which was reported by 21.5% of patients. The second most common complaint was heaviness in the lower limbs, reported by 13.7%” of subjects. Side-effects associated with low estrogen levels, such as hot flushes and sweating, were not reported. Thirty-three per cent of subjects were symptom-free at the end of 1 year following discontinuation of treatment.

These studies show that elcometrine implants represent a novel alternative for the treatment of endometriosis, which has proven to be as effective as the leuteinizing hormone-realizing hormone (LHRH) analogs, without the side-effects associated with the use of these peptides.

Elimination o f premenstrual syndrome

The physical and psychological changes that occur during the period that precedes menstruation are the result of the retention of salt, water and metabolic products generated under the influence of ovarian hormones in preparation for pregnancy. When pregnancy does not occur, hormones are withdrawn, anabolic phenomena are reverted, and salt, water and organic compounds are released into the extracellular spaces, provoking the symptoms which characterize the premenstrual syndrome (PMS), also known as premenstrual tension (PMT).

Edema, abdominal distention and discomfort, headache and tiredness associated with menstruation are reported by over 40% of all women. PMS may have devastating effects on the lives of these women. It can change behavior, and affect relationships with family members, friends and colleagues, disrupting the marital, social and professional lives of the women. The most extreme cases may require hospitalization. The mental condition of the women may lead to suicide or to the practice of violence. Crimes committed by women suffering from PMS generally occur in the pre-menstrual phase and this fact has been used to diminish criminal responsibility. Treatment for PMS is based on salt and dietary restrictions, and use of diuretics, hormones and tranquilizers, which provide alleviation of symptoms. The most efficient treatment is based on ovulation inhibitions.

The use of elcoinetrine in the treatment of PMS is being investigated at the Centro de Pesquisas e Assistencia em Reprodução Humana (CEPARH) in Salvador, Bahia, and at the ABC: School of Medicine in São Bernardo, São Paulo, Brazil. In a preliminary report, Coutinho and Montgomnery related their experience with 26 women aged 18 to 37 years with PMS who opted for ovulation suppression with elcometrine implants. All women enrolled suffered from severe PMS and had previous experience with traditional medication. One single implant containing 50 mg of elcometrine was inserted in the gluteal region of subjects, preferably between days 3 and 8 of the menstrual cycle, in order to inhibit ovulation in the admission cycle. PMS was absent in the first cycle following insertion in 19 out of 26 women once in 25 out of 26 during the following 5 months of implant use. Twenty-two women requested re-insertion at the end of 6 months. Two women who failed to request a reinsertion had PMS in the first cycle following removal of the implant. One subject became pregnant following discontinuation. One subject who was under psychiatric treatment failed to report back to the clinic.

The most important complaint was irregular bleeding or spotting, which was reported by approximately half of the women during the use of the first implant. For those women who had a second implant, the incidence of irregular bleeding or spotting was reduced to 30%. The second most frequent complaint was reduced libido, which was reported by 15% of subjects.
Elcometrine implants seem, therefore, to be an alternative for the medical control of PMS with the advantage over traditional medication of their long-acting effect combined with few adverse side-effects.

Malcolm Montgomery and Elsimar M. Coutinho
Departamento of Obstetrics, Gynecology and Human
Reprodution, federal university of Bahia School of Medicine Brazil

Abstract

Menopause is characterized by an aging related reduction in testosterone and estradiol blood levels.composing a syndrome that encompasses symptons such as decrease of libido, loss of energy, decrease in muscle and bone mass, mental depression and chronic tiredness.
All these sympons are integrated with women's sexuality.
Testosterone replacement therapy (TRT) associated with estradiol is safe and effective in general health.
The improvement in self esteem self image and activities justified the use testosterone in physiological doses in pacients with disorders in psychological and sexual fields.

Key words.: testosterone sexuality and menopause.

Introduction

Sexuality is purely bio-energy: in childhood it is based on the relations between the child and the significant people for him/her.
The child needs to explore his/her body and the environment and relate with people, and will find pleasure in new discoveries. In childhood, sexuality is entirely ludical.
During adolescence, with the building up of hormones, this playfulness of changes and becomes more vital; the body undergoes many alterations and sexuality becomes phallic, because the adolescence will try to exert power or status in his/her social group, and domination, if possible.
Adolescence bring from childhood two very inadequate messages: for girls, the message that they are adapted to the environment by their capacity to seduce, their estethics, their physical beauty. This applies in all Eastern and Western cultures. Boys carry the message that they do. So they make their sexuality dependent our their capacity to do things, their performance, their capacity to make money. In short, their acting-out. Their self-esteem depends on this.
In adulthood, sexuality is either adapted, thanks to positive passages in childhood and adolescence, or else inadequate, due to past failures. At this time, from a biological point of view, the female organism is ready to perpetuate the species. In a psycho sexual sphere, maternity helps the woman to fulfill her sexuality.

The field of human sexuality is a complex component of a person's bio-psychosocial state of health. During his or her life cicle from birth to death continuum of development links the three following areas:
1- We are born biologically either male or female.
2- We identify ourselves as masculine or feminine.
3- We become men or women in the social sphere of our lives. Sexuality can be considered the most human traits if we consider its multifactorial determination and the specificity that individualizes it in each one of us, there is a component of history, politics, folklore and hierarchy to it.
Sex is power and this aspect is acted out within a social group. We are hierarchical animals; hierarchies supersede each other. Most objective observations within the subjectivity that encompasses sexuality show biochemistry and the biology of sex as represented by sex that characterize this power and this hierarchy.
Human sexuality has strong, biological roots, which determine and modulate censorial quality, body experience and its mental representations. Pleasure and pain are psychosomatic experiences perceived through censorial receptors, here affectionate, loving experiences colored by humor alterations build histories personified throughout our life cycle. Childhood is the basis, adolescence is a flexible structure and maturity is a continuous development.
Human sexuality, in its essence, may express the best of human emotions, needs, ties dreams and the strength of communication in words, memories and fantasies. Sexuality is communication-in art, literature, poetry and music. In the history of sexuality is recorded.
The close observation of women attending our clinic shows us how affectionate and sensorial experiences are strongly intertwined with biological facts, such as reproduction. All these facts become more obvious in pre and post menopause when dranatc hormone loss threatens women's bodies and identities. This hormone deficiency provokes individual alternations that have direct repercussions on the sexuality of the woman and the couple. It affects self-esteem, self-image, physical, social and intellectual activity and orgasms of women. The experience of our group in the two clinics of CEPARH (Salvador and São Paulo) demonstrates that estradiol + testosterone is the hormone replacement therapy that provides the best physiological protection for the bones, cardiovascular system and skin of menopausal women, while maintaining the brain metabolism active with regard to cognition, general and sexual motivation.

Neuro-physiological basis

Based on the of neurophysiological studies, it is now possible to establish the central action of seual steroids. Self-radiographic studies have established that they are dominant in the hypothalamus, the limbic system and cerebral cortex [1]. testosterone receptors are found in the pre-optical area of hypothalamus and they also appear in smaller concentrations in the limbic sysem and in the cerebral cortex [1]. these two hormones act on cerebral function in two ways: They may alter the expression of genetic information by interacting with the genome and/or, they may change the permeability of the cell membrane, leading to direct effets on cell function [2].
in women, both the adrenals and the ovary have a biosynthetic pathway for the sysnthesis of androgen. It has been established that in in menoupausal women.

Symptons and sexuality

Various psychosomatic symptoms caused by this hormone deficiency present negative effects on female sexuality. Repercussion of these present negative effects on female sexuality was quantified by McCoy`s Score for general motivation, desire and orgasm [3].
The score is related to the number, frequency and intensity of symptoms. In total of 80 menopausal patiens, 67 nonhysterectomized (group 1) and 13 hysterectomized (group 2), we observed the number, frequency and intensity of symptoms was greater in group 2. Table 1 list the symptons and their prevalence. The incidence of ovarian insufficiency after hysterectomy varies from 25 – 50% and may developed at any time but usually within 2 – 5 years after surgery. The type of hysterectomy is irrelevant and cause of insufficient.

Is uncertain. However, it is accepted that this surgery hampers blood supply to the ovary [4,5]. The study demonstrates that in hysperectoized, menopausal women, the prevalence os symptoms is greater. In the assessment using McCoy`s Score, there was a direct relationship with the prevalence os symptoms, i.e., more symptoms corresponded to lower scores. The fact demonstrates that general symptoms negatively affect female sexuality and the sexuality of the couple.

Androgens and sexuality

Our group has been using an association of implants of estradiol and testosterone as hormone replacemant therapy for menopausal women for the past nine years and we believe that this associations is the most beneficial for the well-being of the woman. We have the monitored a total of approximately 200 cases. For the purpose of this study, we selected 90 women with steady, partners, and followed them for one year to assess sexuality and endometrial function. These patients were placed in the following groups:

Group 1: Thirty patiens selected at random from 80 menopausal women with symptoms and treat with subdermal, continuous-release implants of estradiol and testosterone. The six implants of estradiol, each containing 50 mg of estradiol and testosterone. Th six implants of estradiol, each containing 50 mg of estradiol and testosterone. The six implants of estradiol, each containing 50 mg of estradiol 17, provide a blood level of 30-40 pg/ml of the hormone where as the two implants of testosterone.

Group 2: Thirty menopausal women with symptoms treated with medroxyprogesterone acetate continuously for 1 year.
The McCoy score was applied to all three groups in the initial assessment and at the end of one year for the purpose of comparing sexuality in symptomatic women using one of the three modes of hormone replacement therapy. The result show that group 1 obtained a “significantly positive” rate of improvement in sexualy, according to McCoy's Score (a total of > 28 points). Group 2 presented a positive rate of improvement in sexuality (a total of > 15 points); however, a lower score than that of group 1.

Group 3 presented a non significant rate of improvement in sexuality (a total of > 5 points). We concluded that, according to this score, there is a significant improvement in sexuality when the patient is given testosterone or a progesterone with androgenic action and that medroxyprogesterone acetate is a hormone that inhibits score points due to its central blocking action and that, despite the the benefical action of the associated estrogen, the use of progestogens antagonizes this effect on women with psychosocial complaints.
From the experience acquired over these years and from clinical and therapeutic observations, we conclude that whenever the main complain of a menopausal woman is of a psychological, behavioral or sexual nature with symptoms such as lack of motivation, depression and reduction in sexual desire, the use of progesterone should be avoided whenever the patient can be closely monitored for the development of endometrial problems.
Our experience with the use of estradiol and testosterone implants is confirmed by studies in the medical literature concerning cardiovascular profile, maintenance of bone matrix and protection of the endometrium and breasts. The subcutaneous route and the case of the annual insertion and removal of the implants ensures patient compliance and continuity of treatment, thanks to the wellbeing afforded by the treatment and the physicology of 17? estradiol and testosterone. The return of the patient after a twelvemonth interval for re-insertion of the implants provides an optimal time interval for the preservation of gynecological cancer.

Conclusions:
1-) During the use of testosterone, symptoms of virilization such as hirsutism and hoarseness are dose dependent.
2-) The use of testosterone and a progesterone with androgens actions, demonstrated improvement in sexuality.
3-) The sexuality is a complex component of a persons byo psychosocial state of health and the TRH is just one tool to improve communication self steem and self image in sexuality menopausal women's.

References
1-Mc Ewan BS, Davis P, Parsons B, Pfaff D. The brain as target for steroid harmoneaction.Ann Ver Neurosci 1979;2:65-74.
2- Kelly Mj, Ross RL, Dudley CA, Fawcett CP.The specificity of the response of preoptic-septal area neurons to estrogen: 17B-estradiol and the resonse of extrahypothalamic neurons. Exp Brain Res 1977;30:43-50.
3- Mc Coy NI, Matyas JR. Oral contraceptives and sexuality in university women. Arch Sex Behav 1996;25(1):73-90.
4- Oldenhave A, Jaszamm L, Everaerd W et al.Hysterectomized women with ovarian conservation report more climacteric complaints than do normal climacteric women of similar age. Am J Osbtet gynecol 1993;168:765-771.
5- Riedel HH, Lehman-Willenbrock E, Semm K..Ovarian failure phenomenon after hysterectomy.
J Repro med 1986;31:597-600.
6- Sherwin BB, Gelfand MM, Brender W.Androgen enhaces sexual motivation in surgical menopause. Psychosom Med 1985;7:339-351.
8-Sherwin BB, Gelfand MM.The role of androgen in the maintenance of sexual function in oophorectomized women. Psychosom Med 1987;49:397-409.

Malcolm Montgomey / Brasil

Procurado por Ana, uma muçulmana que se casara aos 12 anos em obediência às tradições, o ginecologista paulista Décio Teixeira Noronha diagnosticou câncer de ovário em estado avançado. Sua expectativa de vida não ultrapassava seis meses. Diante do aviso sobre o pouco temo que lhe restava, Ana decidiu mudar radicalmente de vida. Separou-se do marido, a quem nunca amara, trocou as roupas negras que fora obrigada a vestir durante longos anos por peças claras e começou a pintar.

Nos meses seguintes, um quadro surpreendente começou a se delinear. A cada nova consulta, Ana parecia estar ficando mais forte. Seguindo o tratamento à risca, declarava-se feliz com as atividades recém-descobertas e com a vida que estava levando. Ao mesmo tempo, os exames mostravam que as células doentes estavam regredindo. Ela acabou morrendo seis anos depois do diagnóstico, vítima de um acidente de trânsito. Nessa época, não restava mais nenhum sinal de câncer no seu organismo.

A cada dia, centenas de médicos engrossam as fileiras daqueles que acreditam que mente e corpo podem e devem trabalhar juntos, no sentido de auxiliar a cura de doenças. A palavra-chave em medicina, hoje, é integração. Não existe mais a divisão corpo-mente.

Embora alguns aspectos da conexão ainda permaneçam obscuros, sabe-se com segurança que a mente é a principal fonte liberadora de hormônios e de outras substâncias (boas e más) para a corrente sanguínea - ora aliviando, ora provocando algum tipo de mal-estar, de acordo com os pensamentos que temos e segundo os estados emocionais pela quais passamos ao longo da vida.

Segundo o médico Renato Mayol, vários estudos confirmam a influência dos pensamentos no sistema imunológico do indivíduo. Entre eles, cita uma pesquisa que analisou a reação física de um grupo de pessoas à exposição de filmes de guerra. Durante a sessão, a quantidade de anticorpos liberada na corrente sanguínea baixava consideravelmente, provocando uma queda acentuada da resistência a doenças. Se os pensamentos desagradáveis desequilibram o organismo, os estímulos positivos também podem liberar substâncias capazes de aumentar a capacidade imunológica do organismo.

Qual seria, então, o segredo capaz de colocar a mente em posição de ataque para enfrentar o inimigo? Segundo Mayol, a vontade de viver e de se recuperar é o primeiro fator capaz de despertar o poder curativo da mente.

Confirmando essa tese, o cancerologista norte-americano Carl Simonton relata no livro Com a Vida de Novo (Editora Best Seller) as experiências feitas com doentes terminais, no centro especializado que dirige no Texas. Ali, o médico desenvolveu uma terapia complementar baseada em exercícios de mentalização feitos três vezes ao dia - ao acordar, durante a tarde e antes de dormir. O processo é simples: depois de pôr em prática algumas técnicas de relaxamento, o paciente visualiza cenas de destruição das células atingidas pelo câncer e de fortalecimento das células sãs. A cada sessão, os doentes adquirem mais confiança no tratamento e aumentam sua predisposição para a cura - num processo que os auxilia a identificar os pontos de stress e a reduzir a depressão, dois fatores que contribuem desastrosamente para a inibição da produção de glóbulos brancos, nossos guardiões contra invasores indesejados.

Angela Passidorno, que recuperou-se de um câncer de mama, acredita que a vitória se deveu tanto à cirurgia a que se submeteu como ao trabalho mental que desenvolveu. "Quando descobri o câncer, estava metida em um casamento terrível. Acho que a dor e o ressentimento se concentraram na área do peito, bem perto do coração. Até que um dia a energia bloqueada se manifestou na forma de um tumor. Nessa altura, ela decidiu não só retirar o tumor como mudar sua vida, pondo fim no casamento. Ao mesmo tempo, iniciou um processo de mentalização que lhe trouxe uma grande paz interior.

Outro item decisivo dessa chamada medicina complementar, que combina terapias psicológicas com medicamentos e procedimentos cirúrgicos, são os grupos de apoio. Em um estudo piloto, pesquisadores de um centro especializado do Texas organizaram reuniões e bate-papos entre 47 mulheres com câncer de mama, num programa de assistência de seis semanas. Tempos depois, quando compararam seu estado geral com o de pacientes que receberam apenas o tratamento convencional, tiveram boas surpresas. O bem-estar emocional e a qualidade de vida das mulheres que integraram o programa eram muito superiores - com indícios, inclusive, de um fortalecimento do sistema imunológico.

O maior perigo da valorização do papel da mente na prevenção e cura das doenças é levar uma paciente a assumir a culpa por ter adoecido - o que é um grande equívoco. "Nenhuma doença é causada por um único fator", assegura Malcolm Montgomery, presidente da Comissão nacional de Psicossomática da Federação Brasileira de Ginecologia (Febrasgo). "Por isso, você nunca pode dizer que sua cabeça foi responsável por esse ou aquele problema. Além da mente, estão em jogo fatores genéticos, do meio-ambiente e outros".

O psicanalista Luiz Antôni Py concorda com a observação. "A mente precisa funcionar como uma aliada e não como uma sentença de incompetência", assegura. Py alerta ainda para o perigo de usar terapias psicológicas como único recurso contra a doença. Renato Mayol lembra que o papel desse coadjuvante, a terapia psicológica, está se tornando cada dia mais importante: "Hoje, se o paciente quer realmente se curar, tem que empreender passeios cada vez mais freqüentes aos caminhos da alma - sem descuidar, claro, dos cuidados físicos e das receitas médicas.

Observando com curiosidade alguns pescadores que amanhecem com uma tarrafa. E uma paciência de chinês acredito como é difícil para o homem afastar o fascínio que a natureza lhe impõem.
Nestes dias de férias estamos em uma casa à beira – rio e beira-mar.
Explico melhor.
Essa praia chamada Guarda do embau em SC é um vilarejo de pescadores que o mar fica entre um Rio e a vila. Para irmos a praia é necessário atravessar o rio. Ás vezes a maré sobe o mar invade o rio. Um espetáculo lindo, pois a água muda de cor.
Quando anoitece e a lua se põe exibida e luminosa o rio fica prateado e você vê os lampiões dos pescadores de caranguejo.
Romântica e poeticamente observando esse espetáculo com as gaivotas e os mergulhões dançando uma coreografia dirigida pelo sábio coreógrafo do universo.
Mas o que você não vê é que enquanto essas aves deslizam alegremente ou mergulham rapidamente voltam com um peixe no bico e o engolem naturalmente.
O que não vemos e negamos é a lei da natureza e a eterna luta pela sobrevivência.
Os mais fortes matam os mais fracos, a vida se mantém pela morte.
A beleza do mar rapidamente se transforma em um espetáculo assustador pela fúria das ondas.
O azul do céu de repente escurece, a brisa suave se transforma em um enorme furacão com chuvas assustadoras.
Ou seja, apesar de toda tecnologia a ciência não é capaz de prever a maioria dos terremotos e dos ciclones.
A poética e lírica mãe natureza dá de ombros abre a terra em grandes valas engole uma cidade inteira com centenas de pessoas, mastiga bem, embaralha tudo e começa a dar as cartas novamente.
Quando eu me aproximo a conversar com os pescadores, esses homens tão próximos da primitiva vida do homem em busca da sobrevivência eles apresentam vinte anos a mais do que tem.
O sol, o mar os castiga tanto que muitos já têm problemas com os olhos.
Enxergam mal devido à claridade do brilho do mar.
E você sabe o que os ajudaria a preservar a visão por muito mais tempo?
Um simples óculos escuro no seu dia a dia no mar.
É um simples invento tecnológico.
Suas mulheres que desde os 15 anos já engravidaram e passaram a vida amamentando e parindo, cozinhando e lavando roupa a beira do rio ou no tanque são exemplos reais do envelhecimento precoce, osteoporose, insuficiência urinária e queda do útero.
Então minha querida leitora natureba abra os olhos leia com atenção e reflita.
“Tudo que conseguimos em termos de qualidade de vida e longevidade foi brigando, lutando contra a natureza e apenas usufruindo dela no que ela pode nos proporcionar de bom, mas sempre usando o que o homem tecnológico desenvolveu”.
Ou você vai me dizer que durante seus passeios pelo campo e pelas praias ou montanhas você usa um Ob ou Modess quando está menstruada?
E porque nadar em rio que tem piranha em plena menstruação é morte certa.
Ou nadando pelas montanhas nua com sangue menstrual escorrendo pela perna e deixando rastros para qualquer animal carnívoro bom de nariz vai abocanhar fácil a dona daquele rastro tão apetitoso.

 

Então vamos refletir novamente.

 

Se eu hoje com 52 anos estou a vista cansada, vou a um oftalmologista e faço um óculos para poder ler e escrever para vocês.
Se meu dente já está desgastado pelo tempo eu vou a um bom dentista e coloco um implante para mastigar melhor até a velhice.
Se minha tireóide está funcionando mal eu reponho hormônios tireoideano.

 

Então porque se duvida do que é moderno em ginecologia.
Porque se mistifica e se lamentam tabus imensos em relação aos anticoncepcionais modernos e a reposição hormonal?
A resposta é simples.
Porque tudo que você fizer para tornar a mulher mais poderosa do que naturalmente ela já , torna-se mistificado.
O slogan “menstruar é natural” é de uma ingenuidade angelical.

 

É só pensar com dois neurônios ou conversar com as mulheres dos pescadores aqui da praia que você vai se certificar que elas raramente menstruam. Porque o natural é engravidar e amamentar ao gosto do bebê.

 

O excesso de ciclos ovulatórios com altos picos de estrogênio da mulher moderna trouxe aumento da incidência de endometriose (dor e infertilidade) TPM, miomas e câncer ginecológico porque ao evitar a gravidez dos 15 aos 28/30 anos ela dribla a biologia.

 

Qualquer ginecologista atualizado sabe dos benefícios dos modernos anticoncepcionais hormonais à mulher moderna quando bem indicado.

 

A reposição hormonal individualizada e em baixa dose não trouxe aumento da incidência de câncer na minha experiência de 23 anos.

 

Em 1975 durante o verão fomos estagiar em Goiás numa aldeia indígena.
Corria naquela época um projeto do governo que levava acadêmicos de medicina, odontologia e enfermagem.
Chamava-se projeto Rondon.
Me marcou profundamente porque ali foi o único lugar que presenciei a morte de forma tão cruel através de complicações de parto.
É, querida leitora, parto de cócoras mata mais que cesariana.
É ilusão buscar poesia no primitivo e uma grande amiga de São Paulo, advogada que trabalha com erros médicos, me garante que 50% dos processos contra o médico era obstetrícia, ou seja, problemas ou complicações do parto.
O parto natural na maioria dos casos é violento e cruel.
É a natureza dando as cartas, alargando tantos períneos, rasgando vaginas e muitas vezes comprometendo o esfíncter anal.
Isso sem esquecer todo o período de contrações.
Santo Agostinho disse: nascemos entre fezes e urina; e eu acrescento sangue e gritos de dor.
O parto natural é um espetáculo de miséria estética.
As maternidades modernas com seus pré-natais, ultrassom, exames laboratoriais e anestesias tornam o parto mais humano.
O que eu quero dizer é que hoje tecnicamente e cientificamente o pré-parto, parto e pós-parto torna-se uma experiência boa e até muito segura.
Mas tente viver um trabalho de parto à moda primitiva.
De 100 gestantes, poucas se dão bem.
A maioria vai querer ver espermatozóides pelo binóculo.

Analisando todos esses fatos e fugindo um pouco das idealizações fantasiosas posso afirmar como médico de mulher que a tecnologia e a ciência de hoje trouxe muito mais benefício do que efeitos colaterais.
Sem a mínima dúvida é isso que 26 anos de prática atendendo muita gente me garantem.
Mas é fundamental que não deixemos de relembrar que as pacientes devem ser bem examinadas e os tratamentos devem ser individuais e não massificados.
Aí a medicina moderna com médicos bem treinados pode contribuir bastante à saúde da mulher do 3º milênio.

Entendendo a sexualidade como a capacidade de um indivíduo correr atrás dos seus sonhos com energia e saúde, e conceituando saúde como a capacidade de dar respostas adequadas e um tempo curto a adversidade que a vida nos impõe, fica fácil compreender que qualidade de vida é desenvolver uma sexualidade harmônica e equilibrada.

 

Não vamos confundir sexualidade com sexo, porque o sexo é um subconjunto da natureza. Sexo é o natural do homem. Aqui a biologia dá as cartas e a sociedade é uma construção artificial, uma defesa contra o poder na natureza.

 

Já a sexualidade e o erotismo que vivemos cotidianamente no mundo globalizado de hoje, formam uma complexa interseção entre natureza e cultura.
Sexo é poder.

 

O estuprador não é criado pelas más influências sociais , mas por uma falha de condicionamento social
Liberdade sexual e liberação sexual!
Uma ilusão moderna. Somos e sempre seremos animais hierárquicos.

 

O sexo é uma fronteira tênue entre o homem e a natureza, onde a moralidade, os bons costumes e as boas intenções caem diante de impulsos primitivos. E aí aparece a reprodução como que espelhando o domínio da espécie sobre o indivíduo.

 

O aparelho reprodutor da mulher é muito mais complicado que o do homem, e a mulher atual está em agônica (conflitiva) relação com o próprio corpo.

 

Quanto mais a mulher moderna corre atrás de autonomia e identidade e coloca como prioridade a individualidade e a realização pessoal como “modelo único de felicidade”, mais ela entra em uma luta a fisiologia dos seus hormônios sexuais e reprodutivos.

 

É o cérebro da executiva brigando com da camponesa, a submissão das Afegãs em esconder o corpo, contra a submissão das peruas em exibir um corpo perfeito.
E aqui cabe uma reflexão!

 

Quem é mais escrava do social?
A que se esconde ou a que tem que mostrar perfeita “full time”.
Esse drible na natureza, com o desprestigio da reprodução e o prestigio da sexualidade, requer uma adaptação.

 

O corpo da mulher é como máquina reprodutiva indiferente ao espírito que habita. Tem missão única: a gravidez.
Esse ciclo é uma “overdose” hormonal com uma só finalidade preparar todo mês um berço e esperar o embrião se aninhar.

 

Driblando esse projeto, a mulher paga um preço.
Essa sociabilização trouxe como “adaptação” a endometriose, a TPM, as anemias, as cólicas graves, os miomas e o câncer ginecológico.

 

A mulher pré-menstrual que cede espaço á irritação, ao mau humor, fúria e a agressividade, ouve sinais de seu cérebro de jacaré.

 

Nela a perversidade humana é manifestada. Todo o inferno se desencadeia. É força da natureza que o humanismo moderno nega e reprime.

 

Em toda mulher pré menstrual que luta para conter seu gênio, o mito à sexualidade luta contra o mito da reprodução.

 

A menstruação é uma derrota da vontade, um insucesso de público e uma baixa no ibope reprodutivo.
A sabedoria e o realismo da natureza são experimentados mais diretamente pelas mulheres através desses humilhantes fatores biológicos.
Indolentes e adormecidos sua praia é invadida ciclicamente por altas marés hormonais. E essa “overdose” na frequência atual é prejudicial.

 

Nossas bisavós ciclavam de 40 a 80 vezes. Hoje nossas filhas publicitárias, jornalistas, dentistas, vão ciclar de 400 a 500 vezes.
Aí está a “overdose”.

 

Por isso essa adaptação tem que ser controlada por hormônios modernos de que diminuem essa superdose hormonal.
Assim, estabilizando o ciclo, estaremos protegendo a fertilidade de nossas filhas e dando a elas a oportunidade de se iniciarem nas suas relações afetivas e sexuais com mais harmonia, porque ninguém com enxaqueca, mau humor, irritação, dores das mais diversas pode se relacionar bem com sua sexualidade.
Implantes hormonais colocados sob a pele e pílulas modernas de uso contínuo, tem colaborado bastante na saúde dessa nova mulher.

A ciência tem um poder de unificação muito grande porque transcende as barreiras políticas, raciais e sociais: ela tem uma universalidade que não existe em nenhuma religião.

É interessante como algumas doenças são observadas com alguns estereótipos.

A depressão, por exemplo é associadas a apatia, tristeza, isolamento, desesperança; porém essa doença pode se apresentar com outras máscaras.

A mulher obsessiva com ginástica, alimentação e peso pode ter por trás uma bela depressão.
Ou aquela que é maníaca com organização, limpeza, horários e mantém uma vida extremamente sistematizada em agenda rígida, sem espaço para nenhuma surpresa e mantém o controle de tudo com precisão matemática pode estar atravessando um período ou um estilo de vida depressiva.

Aquela que se sente vitimada, perseguida pelo mundo ou cônjuge, irmão, pelo colega de profissão e pelo chefe e enxerga em qualquer esquina um ladrão, ou se sente assediada em um simples aperto de mão, cuidado, pode ser uma outra máscara da depressão.

Por isso minha amiga leitora relaxe porque o mundo não é contra você, o controle em relação à tudo nos tira a possibilidade da alegria de um encontro amoroso, e muita assepsia nos tira a capacidade de desenvolver os anticorpos tão importantes para as pequenas e grandes batalhas da nossa caminhada.

Muitas mulheres com sintomas depressivos me procuram numa tentativa de encontrar saídas para suas dificuldades.
Procurando compreender o significado e buscando soluções para aquelas dificuldades, encontro sempre em lugar comum.

Buscar alívio para uma depressão, ou um problema sexual ou uma dificuldade no trabalho ou no estudo ou mesmo pais aflitos com seus problemas com seus filhos.
Aprofundando um pouco nossas histórias, vamos encontrar significados para aquelas dificuldades, e alguns elementos surgem sempre com principais determinantes:

Existe uma espécie de mapa estudado por excelentes psicólogos para expressar um conjunto de crenças, valores e concepções que um indivíduo tem cerca de si mesmo e do mundo a sua volta como um mapa geográfico ele representa o território pessoal e interpessoal das pessoas.

De modo geral esse mapa é construído pela família, escola, religião e outras instituições ditando normas de conduta para o indivíduo, normas que estas que buscam defender mais os interesses das instituições (crenças e seus valores) do que o próprio indivíduo.
Através de recompensas e punições os indivíduos vão sendo modelados para agir de acordo com interesses externos ou para segui-los como um modelo que dirige seu comportamento.

Meu filho não ande sujo, menino educado anda sempre limpo.
Sexo é mau.
Não tenha raiva dos seus pais.
É pecado odiar os pais.
O bom menino é aquele que estuda muito.
Os pais devem amar os filhos igualmente.

“Normas”, uma infinidade que são colocadas para os indivíduos que em termos rígidos e absolutos sob pena de perder o amor de Deus e de seus semelhantes caso desobedeça a qualquer um deles.
Acontece porém que o território de experiência pessoal é rico e cheio de nuances que mudam a cada momento de acordo com o meio e com os tipos de interações interpessoais que o indivíduo estabelece.
Assim sendo é possível para qualquer indivíduo sentir ou agir numa infinidade de momentos em direção contrária às normas.
- Ele pode odiar seus pais com toda força do seu coração e ter uma série de razões para isso.
- A criança pode perceber que é muito mais agradável estar suja e poder brincar livremente do que ter que ficar o tempo todo olhando onde pisa, onde senta.
- A menina que recebe um carinho mais íntimo de seu namorado pode experimentar sincera e francamente o quanto aquele contexto íntimo e afetuoso foi bom e enriquecedor para ela.

Enquanto isso no mapa: estão os avisos
Não faça isso!
Isso é mau!
Você muda ou vai se dar mal.
Isso sim é atitude de pessoas decentes.
Se você sair do trilho, o trem vai te pegar.

Enquanto dissermos aos nossos filhos, eu amo o que você faz desde que o que você faz seja importante para mim, não conseguimos nos relacionar com ninguém que seja diferente de nós. Por isso é tão difícil se relacionar.

Eu só descobri o que significavam as palavras da oração “pai nosso” aos 53 anos quando durante um passeio minha namorada levou-me em uma igreja pequena e fechada situada atrás de um campo de futebol.
Não havia um ritual, mas simplesmente uma mulher sob a lua e as estrelas em uma noite clara, que sem dúvida também contribuiu para que eu ouvisse sua oração que durante anos eu repeti sem ao menos compreender uma só frase.
Ou seja, enquanto crianças aprendemos e decoramos o catecismo e as rezas. Porém é lavagem cerebral ou ao contrário é pura pressão.

Você ainda vai se dar mal. Isso é pecado.
Isso não é próprio de pessoas decentes.
De aviso e advertências o mundo está cheio.
Cuidado é perigoso.
Se você não fizer assim eu não gosto de você.
As pessoas não vão gostar de você.

Em outras palavras, você só será aceito ou se realizará se agir de acordo com o roteiro de vida que preparamos à você.

A depressão então resulta de uma luta constante do indivíduo consigo mesmo.

É uma tentativa constante do indivíduo encaixar o seu território um mapa pré- fabricado porque senão ele não será feliz.

É uma negação, muitas das vezes, das experiências altamente significativas em tuas vidas porque simplesmente elas não estão de acordo com o mapa.

As pessoas costumam respeitar muito mais a esse modelo do que a si próprio e as suas experiências e percepções.

E o que é pior esse mapa ultrapassado não é questionado.
Aí usam máscaras sociais, vivem de fachada e não expressam durante anos sua real essência.

Temos então apatia, cansaço, abatimento por essa luta.
E começam a questionar o mapa e a reformulá-lo não de acordo com o território alheio, como com o seu anseio pessoal; e muitas vezes essa tarefa é árdua e perigosa para a mulher.
Como vou aceitar isso de mim?
O que as pessoas vão dizer?

É isso mesmo que eu sinto, e quero entender porque isso não é próprio de um ser humano do bem.

Tá certo, se eu fizer isso corro o risco de perde-los.

Mas será que é tão importante assim o que elas possam pensar!

Porque não é próprio do ser humano se eu sou humana e isso é o que sinto?

De que vale a aceitação delas se o que aceitam é só fachada.

Nesse período da caminhada é preciso mudar. Emergir e furar o conservador. Se aceitar, se acolher.
Identidade pode ser um trem que demora a passar, mas sem dúvidas ele nos leva de volta ao conforto da aceitação do que é genuinamente nosso.
Refaça seu mapa minha querida leitora, dirija sua própria peça, escreva teu roteiro.
Senão você vai ficar dependente do remedinho da tarja preta, ou seja, anestesiada.

Viajar é ampliar horizontes, é cultivar novas amizades, aprender a ver e respeitar as crenças e a sabedoria de outras culturas e descansar do nosso cotidiano.
E assim podemos aprender que a universidade da vida e o acesso ao aprendizado na sobrevivência pode aproximar intelectos tão evoluídos e intuições tão aguçadas.

Explico melhor: a sabedoria de um técnico e a sabedoria do caboclo.
Um dos sentimentos mais terríveis e deletérios (prejudiciais) à nossa saúde é a inveja.
Freud e sua genial teoria da psicanálise nos mostrou com brilhantismo que esse sentimento faz parte do nosso desenvolvimento afetivo e nos ajuda a ver a diferença e saudavelmente respeita-la; ou ao contrário, não aceitar e querer possuir o que o outro tem ou nas suas qualidades ou seu dom e ainda pior, agressivamente tentar destruir o que o outro construiu.

Ele nos explica que esse sentimento na criança que está se desenvolvendo acontece naturalmente.
Ou seja, quando um menino de 5 anos se sente ameaçado pela presença de um irmão que tem qualidades diferentes das suas, é comum que essa criança, de forma voraz e agressiva tente adquirir essa qualidade ou esse dom.
Na criança saudável aos poucos vai se ajustando uma adaptação a essa diferença.
E é esperado que no adulto essa passagem seja elaborada (ou seja, digerida) e essa energia do mal seja canalizada criativamente para o bem.

Porém na nossa caminhada pela vida vamos encontrar adultos fixados nessa fase.
Infelizmente são pessoas que convivem em nosso dia a dia em família, no ambiente de trabalho, nos clubes de lazer, nas instituições.
Meses atrás em uma pescaria na Amazônia, que fiz com meus filhos, estávamos sendo guiados por um nativo que pilotava o barco e nos acompanhava no acampamento pelas trilhas das matas.
Foi interessante porque esta experiência me fez relembrar algumas caminhadas que eu fazia com os meninos (ainda pequenos) nos rios da Mata Atlântida que cercava a praia de Yporanga.

Eu escrevi sobre essas experiências com os meninos no livro “O novo Pai”.
Me lembro de minha preocupação de mostrar à eles, pela sabedoria do caboclo do mato, alguns ensinamentos sobre a vida.
Sobre a inveja à que todos nós estamos sujeitos a ser foco, em nossa caminhada pela vida eu dizia:
“Vamos andando filhos, em frente, se não nos preocuparmos com as aranhas, os escorpiões e as cobras, estes animais não terão chance de nos envenenar”.
Foquem o seu objetivo, vão em frente, façam um bom trabalho que esses animais peçonhentos vão ficar para trás.

Cuidado. Muito cuidado.
Atenção!
Às vezes é preciso arranjar abrigos, antídotos.
Saber se cuidar, não fazer muito barulho.
Caminhar em passos leves.
As cobras podem estar em qualquer lugar, nos galhos das árvores e arrastando pelo chão.
Elas estão sempre à espreita, mas só atacam quando estão com medo.

O maior segredo para viver entre elas é não assusta-las.
Para não assusta-las você não pode fazer muito alarde.
Permaneça mais quieto. Fale pouco. Só o necessário. Ouça mais. Antenas aguçadas.
Demarque bem o seu espaço. Proteja-o!
A cobra não sabe demarcar espaço, por isso vive assustada. Desorientada. Ela é rasteira. Enxerga de baixo para cima. Não consegue alçar vôo e ampliar horizontes.
Mas você pode e sabe.
Quando você demarcar bem teu espaço a cobra não entra nele.

A cobra é um bicho e, portanto muito fácil de ser condicionada.
Se você deixar claro os limites ela obedece, se não ela desorienta, invade. Uma cobra desorientada é um perigo.
O nosso pior atalho ao caminhar ou ao conviver perto delas é nos perdermos em sua desorientação.
E ficamos à mercê delas.
Nós nos assustamos com elas e elas se assustam conosco. Como somos um pouco mais evoluídos, nós temos que elaborar uma estratégia de convivência.
Precisamos sim identifica-las e depois estabelecer a distância certa, para que em caso de um “bote” ela caia em espaço morto e não alcance a nossa perna.
Estabelecida a distância, a relação fica mais tranquila e poderemos até nos divertir com ela.
Quando a distância e os limites são claramente estabelecidos, o medo e a confusão desaparece.

Assim a relação fica mais suave e cada um pode esperar a ação e a reação do outro.

Mas não esqueça o que dizia o caipira e fique bem atento a um ensinamento da genética: “uma cobra é uma cobra, jamais irá se transformar uma borboleta ou em um canário alegre e cantador”.

Por isso querido leitor, identifique, delimite espaço e compreenda que o invejoso adulto jamais vai evoluir para um espírito afetivo solidário e amoroso.

Porém na vida como na caminhada é necessário diferenciar com fé e esperança aqueles que voam suavemente como as borboletas; cantam alegremente como um sabiá e que tem no olhar o brilho generoso de um fiel cachorro.
Ligue o seu instinto e apure sua inteligência.

Boa sorte.

Malcolm Montgomery

Iniciando esse texto sinto saudades da época em que eu enxergava sem óculos.
Vista cansada, preciso de um grau para ler.
A perda da visão por esgotamento do trabalho do nervo óptico é uma das consequências biológicas do envelhecimento.
Mas é social e preconceituoso associar a perda de visão à aposentadoria no trabalho.

 

A diminuição da secreção dos hormônios pelo ovário da mulher inicia-se na década dos 40 anos, gerando alterações como irregularidades no ciclo, ovulações mais irregulares e ciclos sem ovulação.
Esses hormônios têm ações em diversas áreas do corpo da mulher.
Os sintomas mais comuns são os calores, o suor noturno, o ressecamento vaginal, falta de motivação para o dia a dia e um pouco de alteração de humor.
Daí entendemos que esse fato é biológico; mas associar essas alterações à aposentadoria erótica é cultural.
Ou seja, menopausa não significa pausa geral da vida.
Trabalhando com essa problemática da menopausa todos esses anos, nós ginecologistas, sabemos que para a maioria dos sintomas orgânicos, uma reposição hormonal em doses adequadas e bem individualizadas resolve. E não esquecendo dos exames preventivos do câncer, é loteria morrer dessa doença.

 

Porém, os problemas depressivos motivacionais necessitam de um complemento psicossocial.
Qual é o “peso” do mito e do tabu que é acrescentado à balança do envelhecimento?
Pergunto:
- Qual é a medida da nossa fragilidade que absorve tão pouco seletivamente o mito?
Por que somos tão crédulos nas fofoca!?
Por que tudo que se faz medicamente para ajudar a mulher, é tão cercado de meias verdades?
Resposta: porque desde a chegada dos anticoncepcionais até a reposição hormonal, passando pela cesariana, permite à mulher um corpo e uma mente saudável que dá mais poder do que naturalmente ela já tem.

Até o final dos anos 60, a virgindade era uma obrigação. Hoje, ser virgem é apenas uma questão de decisão pessoal. Dados do Ministério da Saúde revelam que a parcela dos rapazes que tiveram iniciação sexual antes dos 15 anos, no período de 1984 a 1998, cresceu de 35 porcento para 47 porcento. Entre as garotas, o aumento é ainda maior, de 14 porcento para 32 porcento. O fenômeno é mundial e prova que a sexualidade se guia muito menos pelo fator biológico do que pela cultura e história. Segundo especialistas, o lado positivo é que se abriu uma igualdade entre os gêneros. "Virgindade ou sexo são direitos do adolescente. O fundamental é que sua decisão seja livre, consciente e responsável", afirma a pediatra Heloísa Andrade.

Mas há outro conjunto de estatísticas, bem assustadoras. Um em cada 20 adolescentes sofrem com doenças sexualmente transmissíveis. A faixa etária entre 20 e 29 anos é a que revela o maior número de infecção de Aids. E em 1999, 700 mil adolescentes se tornaram mães. O ginecologista Malcolm Montgomery acredita que o sexo deveria ser encarado com mais naturalidade. "A legitimidade do sexo como uma coisa legal e politicamente adequada vai fazer com que não se entre no processo da culpa. Uma menina que acha que o sexo é algo pecaminoso e errado vai usar tabelinha e coito interrompido. Agora, uma menina que não vê o sexo como uma coisa errada vai conversar com os pais e com o ginecologista", defende.

Ontem atendendo uma linda cliente de 21 anos acompanhada da sua querida avó vi que em seus onze de vida menstrual havia menstruado mais vezes que toda a vida reprodutiva (15-45 anos) de sua vó que tinha tido oito gestações e amamentado cada filho por dois anos em média.
Obviamente que esta senhora não entendia as reações disfuncionais da menstruação de sua neta.
Cólicas, inchaços, enxaquecas, distúrbios de humor que tiravam a tranquilidade e o bem estar da neta comprometiam seus roteiros de vida.
Entendendo a sexualidade como a capacidade de um indivíduo correr atrás dos seus sonhos com energia e saúde, e conceituando saúde como a capacidade de dar respostas adequadas e um tempo curto a adversidades que a vida nos impõe, fica fácil compreender que qualidade de vida é desenvolver uma sexualidade harmônica e equilibrada .
Não vamos confundir sexualidade com sexo, porque o sexo é um subconjunto da natureza. Sexo é o natural no homem. Aqui a biologia dá as cartas e a sociedade é uma construção artificial, uma defesa contra o poder na natureza.
Já a sexualidade e o erotismo que vivemos cotidianamente no mundo globalizado de hoje, formam uma complexa interseção entre natureza e cultura.
Sexo é poder.

 

O estuprador não é criado pelas más influências sociais, mas por uma falha de condicionamento social.
Liberdade sexual e liberação sexual!

 

Uma ilusão moderna. Somos e sempre seremos animais hierárquicos.
O sexo é uma fronteira tênue entre o homem e a natureza, onde a moralidade ,os bons costumes e as boas intenções caem diante de impulsos primitivos. E aí aparece a reprodução como que espelhando o domínio da espécie sobre o indivíduo.
O aparelho reprodutor da mulher é muito mais complicado que o do homem, e a mulher atual está em agônica ( conflitiva) relação com o próprio corpo.
Quanto mais a mulher moderna corre atrás de autonomia e identidade e coloca como prioridade a individualidade e a realização pessoal como “modelo único de felicidade”, mais ela entra em uma luta contra a fisiologia dos seus hormônios sexuais e reprodutivos.
É o cérebro da executiva brigando com da camponesa, a submissão das Afegãs em esconder o corpo, contra a submissão das peruas em exibir um corpo perfeito.
E aqui cabe uma reflexão!
Quem é mais escrava do social?

 

A que se esconde ou a que tem que se mostrar perfeita “full time”. Esse drible na natureza, com o desprestigio da reprodução e o prestigio da sexualidade, requer uma adaptação.
O corpo da mulher é como máquina reprodutiva indiferente ao espírito que a habita. Tem missão única: a gravidez.
Esse ciclo é uma “overdose” hormonal com uma só finalidade – preparar todo mês um berço e esperar o embrião se aninhar -.
Driblando esse projeto, a mulher paga um preço.
Essa sociabilização trouxe como “adaptação” a endometriose, a TPM, as anemias, as cólicas menstruais graves, os miomas e o câncer ginecológico.

 

A mulher pré-menstrual que cede espaço à irritação, ao mau humor, a fúria e a agressividade, ouve sinais de seu cérebro de jacaré.
Nela a perversidade humana é manifestada .Todo o inferno se desencadeia. É força da natureza que o humanismo moderno nega e reprime.
Em toda mulher pré-menstrual que luta para conter seu gênio, o mito à sexualidade luta contra o mito da reprodução.
A menstruação é uma derrota da vontade ,um insucesso de público e uma baixa no ibope reprodutivo.
A sabedoria e o realismo da natureza são experimentados mais diretamente pelas mulheres através desses humilhantes fatores biológicos.
Indolentes e adormecidos sua praia é invadida ciclicamente por altas marés hormonais. E essa” overdose” na frequência atual é prejudicial.
Nossas bisavós ciclavam de 40 a 80 vezes .Hoje nossas filhas publicitárias ,jornalistas, dentistas, vão ciclar de 400 a 500 vezes. Aí está a “overdose”.

Por isso essa adaptação tem que ser controlada por hormônios modernos que diminuem essa superdose hormonal.
Assim, estabilizando o ciclo, estaremos protegendo a fertilidade de nossas filhas e dando a elas a oportunidade de se iniciarem nas suas relações afetivas e sexuais com mais harmonia, porque ninguém com enxaqueca, mau humor, irritação, dores das mais diversas pode se relacionar bem com sua sexualidade.
Implantes hormonais colocados sob a pele e pílulas modernas de uso contínuo, tem colaborado bastante na saúde dessa nova mulher.
A ciência tem um poder de unificação muito grande porque transcende as barreiras políticas, raciais e sociais :ela tem uma universalidade que não existe em nenhuma religião.
Assim a ciência moderna ouve a voz subjetiva da emoção feminina, se sensibiliza, e em sintonia com a tecnologia traz nesse início de milênio anticoncepcionais que além de evitar a gravidez de forma eficaz, acrescenta benefícios extras na qualidade de vida.

O orgasmo da mulher como fato social é filho dos anos sessenta.
Década de grandiosas transformações na sociedade, na cultura e na saúde.
Em termos de saúde reprodutiva e sexual, os antibióticos, as vacinas e a pílula anticoncepcional aterrissaram na terra fértil da criatividade e da tecnologia.
Vamos admitir que em termos reprodutivos o orgasmo feminino é dispensável.
Para se reproduzir , o macho homem precisa chegar ao orgasmo.Pelo menos na forma antiga e tradicional que é engravidar transando. Porque hoje uma agulhinha retira os espermatozóides e outra aspira óvulos, um biólogo promove o encontro e outra ajuda a colocar no berço – fertilização em vitro.

Mas uma fêmea mulher pode engravidar perfeitamente sem sentir nada ou até no caso de estupro sentindo medo e repulsa.
Segundo: o orgasmo feminino é volúvel pois sua confiabilidade e frequência variam muito de mulher para mulher.
Terceiro: e o ponto que eu gostaria de chegar é: o clitóris e o pênis se desenvolvem da mesma região no genital do embrião.
Quando estudei psicanálise, ouvi que Freud dizia que o clitóris é um pênis atrofiado.
Como sempre fui crítico imediatamente pensei: “Peraí, professor!!”

Depende do referencial adotado eu posso dizer que o pênis é um clitóris hipertrofiado.
Ou então de uma forma filosófica posso dizer:
O clitóris é como os mamilos de um homem, um atavismo, a frágil assinatura do que poderia ter sido mas não precisa ser.
Nesse cenário o clitóris e o orgasmo feminino não chegam a ser adaptações.
O pênis objetivamente um órgão ejaculatório, também conhecido como delivery de DNA, é a adaptação, o objetivo do jogo enquanto o clitóris é prêmio de consolação.
O clitóris ao se posicionar ativamente na excitação sexual se faz presente por uma ereção palpável, anatomicamente o espaço agrupa nervos sensitivos tão juntinhos que no corpo isso só acontece na retina do olho, tamanha é a sensibilidade.
O clitóris deu às mulheres o incentivo para experimentar, escolher.
Assim sabemos que as mulheres demoram para se excitar: sua excitabilidade e sexualidade engrena depois de vários encontros com diversos machos hipersensíveis. Ou seja, a mulher mais madura acima dos 35 anos já está mais pronta para precisar de bombeiros.
Vide fofocas atuais de Luma de Oliveira.

Existe uma assimetria do poder entre o hipertrofiado pênis da minha observação e o atrofiado clitóris de Freud.
Há limites na ejaculação do pênis mas a velinha de aniversário mágica da mulher se acende de novo por mais que os grandalhões assoprem e assoprem.
Tudo isso pode indicar que como as fêmeas de chipanzé, as mulheres foram promiscuas e diplomatas perambulantes.
Caiam na farra do orgasmo múltiplo com vários machos e assumiam os riscos.
No mundo atual não seria nada adaptativo para uma mulher ficar saracoteando por aí como uma macaca eufórica porque em muitas culturas o seu comportamento leva à apedrejamento e punições severas.
Na África até cortam o clitóris de meninas na adolescência, ou seja,
“prazer não”.
Então qual o poder desse orgãozinho essencial ao prazer feminino.
Mas ela está longe do ponto “G”.

Aliás essa história de ponto G eu sempre digo que o ponto que mais excita as mulheres é o Shopping Iguatemi.
O clitóris segue então o seu caminho na adaptação da mulher ao mundo orgásmico com um papel importante.
Toda a complexidade anatômica da relação sexual demonstra que o pênis na penetração não estimula o clitóris.
Será que o clitóris foi se desenvolvendo como fundamental no orgasmo feminino para encorajar as mulheres a assumir o controle da própria sexualidade e do prazer.
Mas será que o corpo se estrutura sensorialmente como sistemas políticos hierárquicos ou é apartidário, político e democrático?
Acredito que o corpo vota funcionando melhor quando bem tratado e vacilando quando mal compreendido.

Na verdade o clitóris se sente melhor e tem seu melhor desempenho quando uma mulher se sente repleta de vida e energia quando literalmente está por isso se esfregando ao seu gosto, urrando sua liberdade e dançando sua valsa erótica.
O clitóris odeia ser amedrontado ou intimidado.
A mulher que fica preocupada porque o parceiro pode achar que ela está demorando muito, demorará ainda mais.
A mulher que está preocupada em não mostrar sua estria de 3 cm ao namorado , não está transando com ele e sim com a estria.
E a mulher que leu na revista Claudia que para agradar o parceiro tem que gemer em ré sustenido na hora do orgasmo, não vai gemer.

As mulheres orgásticas assumem o comando do próprio prazer; não ficam esperando que os parceiros sejam habilidosos ou saibam ler a mente para adivinhar o que querem.
Elas sabem quais posições e ângulos funcionam melhor para sua sensação e que facilitam sua entrega.
Elas sabem os fatores que as deixam ansiosas e aquela que as facilitam o relaxamento.
Além disso as mulheres vão se aperfeiçoando no decorrer do tempo.
E eu posso garantir que mulheres mais maduras são mais orgásticas que as jovens.
Na verdade o poder de conhecer a si mesmas, um poder cultivado ao longo dos anos se traduz em melhor excitação e prazer no genital.
E hoje com a reposição hormonal tudo pode ir mais longe.

Para as mulheres o sexo sempre foi arriscado: gravidez, doenças, abortos, etc.
Hoje não é! Os anticoncepcionais e os antibióticos mudaram esse cenário.
Mas o sexo é importante demais na saúde física e mental para que muitos fiquem indiferentes.
As mulheres que conseguiram escapar dos seus 5 opressores que eu discuto no livro “Toques Ginecológicos” – Ed. Celebris (poder econômico, cultura patriarcal, a natureza, a igreja católica e a mídia) já provaram que possuem intenso desejo sexual.
Elas reagem fisiologicamente a estímulos tão rápida e prontamente como os homens.
Sabemos que o desejo sexual na mulher é complexo. Está ligado a várias regiões do cérebro ao temor, ao medo, as experiências, ao lirismo e às divindades infernais.

O clitóris está no olho do furação. Ele sabe mais que a vagina e é maestro.
Se a mulher se reserva o direito de conhecer seu corpo e aprender o que é sensorial e o que é aversivo ela facilita o trabalho do maestro que pode reger a grande orquestra em sintonia com o desejo e a fantasia.

Mas independentemente da evolução no que diz respeito a sexualidade feminina ainda é fundamental que lembremos que a base que fundamenta essa sexualidade é auto estima (como eu me sinto)
auto imagem (como eu me vejo) e atividades físicas, sociais e profissionais.
Porque nada é tão “poderoso” quanto o livre arbítrio e a autonomia.

Não é fácil criar filhos. Diria até que é uma das artes que mais exige de um artista.
Pintar um quadro, compor uma música, escrever um romance, desempenhar uma performance depende do dom e de boa vontade.
Criar e educar um filho que se torne um cidadão de bom caráter e feliz boa auto-estima e auto imagem, com garra para correr atrás de seus sonhos é uma obra de arte mesmo.
Eu já acompanhei a ascensão e a queda de vários artistas talentosos.
E posso garantir que é mais difícil manter do que alcançar o sucesso.
O que vivi e vivenciei são fatos e não ideias.

 

A vaidade humana é ilimitada e não reconhece os limites do talento, da competência e da inteligência. Diria até nem as fronteiras do corpo.
Tropeçar no ego já derrubou presidente neste país.

 

Quantos pais exigem rendimento escolar altíssimo porquê à performance do filho em matemática é de importância capital para eles.
Como se os filhos fossem comprometer por onde passassem a imagem dos narcisivos pais.
Eu perguntaria: Qual o efetivo direito dos pais que tentam restringir movimentos emancipatórios dos filhos?
Se um deles quiser estudar fora ou não seguir nossa religião, temos direito de tentar convencê-lo do contrário.
Nossos filhos se separam de nós, mas nós não nos desgrudamos totalmente deles. Continuamos dependentes deles e exigindo que a recíproca seja verdadeira.
A imaturidade emocional dos pais é tamanha que não têm a mínima condição de trabalhar na direção da autonomia dos filhos.
Adultos imaturos necessitam que seus filhos permaneçam dependentes para não serem abandonados por eles.

 

O discurso é moderno, mas as atitudes são preconceituosas, conservadoras e defende mesmo é a dependência.
As facilidades materiais e existenciais, ou seja, o mimo em excesso , faz com que não se constitua com firmeza a noção de dever e prazer, necessidade e consumo, educação e respeito, os desejos vorazes ganham da razão de goleada.
Esses jovens têm que se submeter aos seus pais porquê não desenvolveram a força indispensável para a sobrevivência longe deles.
A precária “auto estima”, que desenvolvem esses adolescentes os tornaram presas fáceis daqueles que vendem dependências como drogas e religiões.
Muitos podem escapar, mas apenas por sorte por acaso e não por condições íntimas e garra para fazer valer o seu modo de pensar por sua personalidade.
Não deixa de ser patético observar que os pais que educam seus filhos para a dependência assustam-se de forma surpreendente como fato deles se tornarem dependentes de drogas ou de algumas religiões ou seitas.
Por que o que chamamos de religião não passa de crença organizada com dogmas, rituais e superstições que são enfiadas goela a baixo por manuais.
Cada religião tem seu livro sagrado, seu intermediário, seus sacerdotes e seus métodos próprios de ameaçar as pessoas e mantê-las sob seu domínio e controle.
Quase todos nós fomos condicionados a aceitar tudo isso e tal condicionamento se chama educação religiosa,cujo resultado prático é colocar o homem contra o homem; criar antagonismos não só entre os crentes, mas também contra aqueles de crenças diversas.
Já presenciei casos de mulheres abandonar os filhos e marido para ir pregar com um desses manuais sagrados de baixo do braço para em nome de Deus abandonar as crianças à mercê de Deus.
Só que Deus não alimenta.

 

Presenciei filho se revoltando contra a mãe por antagonismos religiosos, criando climas de guerra santa de dar inveja a qualquer cruzada da idade média.
Embora as religiões anunciam adorar a Deus e ensinem amor mútuo, todas elas instilam terror com suas doutrinas de recompensa e punição e com a rivalidade de seus dogmas, perpetuam a desconfiança e o antagonismo.
Dogmas e rituais não conduzem à vida espiritual; pelo menos em como eu vejo espiritualidade.
A educação religiosa, no seu verdadeiro sentido consiste ao meu ver em levar a criança a compreender suas próprias relações com as pessoas, com as coisas e com a natureza.
Não há possibilidade de existência plena sem relações e sem o auto conhecimento todas as relações com cada um e com todos, produzem conflitos e adversidades.
É óbvio que não se pode ensinar isso a uma criança de forma verbal, porém quando os pais aprenderem profundamente o significado das relações, com suas atitudes, sua conduta e ensinamentos poderão sem dúvida transmitir a criança com pouquíssimas palavras e explicações o significado da vida espiritual.
A educação geral e religiosa desaconselha a investigação, a dúvida, o questionamento e a crítica.
Porém só quando investigamos o significado dos valores que a sociedade e a religião colocaram em nós é que começamos a descobrir o “verdadeiro”.
A adolescência é a época adequada para crescermos com retidão e lucidez.
Se a mente e o coração das crianças não forem moldados por prevenções e preconceitos estará ela então livre para descobrir , pelo auto conhecimento, o que se encontra além e acima dela.
A verdadeira religião não pode ser um conjunto de crenças e rituais, esperanças e temores.
Acho que conseguimos permitir que nossos filhos crescessem livre dessas influências inibitórias qualquer espécie de condicionamento, político ou religioso, impede a liberdade de sentir e pensar , e nunca trará a paz.
Não acredito em “religião de condicionamento”. Acredito num estado de quietude da alma em que reina a realidade da vida e da morte.
Para mim Deus é a “realidade”.

 

Mente tranquila não é mente condicionada ou exercitada em estar tranquila.

 

A quietude ou a paz só vem quando a mente compreende seus próprios movimentos.
Educação em religião organizada, seja ela qual for, é pensamento que se congelou e com o qual o homem construiu seus templos e suas igrejas. Ela se tornam um consolo para os tímidos e um narcótico para os que sofrem.
Devemos ajudar os jovens a compreender seus conflitos e suas dificuldades e não desviarmos ou anestesiarmos a dor e o medo com símbolos fantásticos.
Isso não é educar, com diz um querido amigo Içami Tiba: “Quem ama educa.”
E a verdadeira educação não pode ser restrita a passar regras congeladas e símbolos massificados.
A verdadeira educação é ajudar o jovem a manter-se inteligentemente desperto e discernir por si mesmo o temporário e o real; é ajudá-lo a ter uma concepção exata da vida.
Induzir os jovens e sufoca-los com empregos seguros, maridos e esposas ricas, heranças, casamento e a consolação das dogmas religiosas não é saudável.
Devemos ajuda-los a estar alertas e vigilantes a não repetir chavões, estereótipos medíocres do significado da vida. Devemos ajudá-lo a escapar das armadilhas da caminhada, do estagnado e repetitivo.
Seguir uma “ideologia” não produzirá jamais um mundo pacífico.
As guerras ideológicas estão todos os dias nos jornais.
Não é saudável e inteligente aceitar “tudo” sem reflexão.

 

Hoje está claro para mim que o mero cultivo do intelecto, isto é, do desenvolvimento das aptidões e conhecimento, não resulta inteligência. Em meu livro “Dez Amores” eu discuto a diferença entre intelecto e inteligência.
Intelecto é o pensamento funcionando independente da emoção e a inteligência é a capacidade de sentir e raciocinar.
A sabedoria não se encontra nos livros e principalmente em livros ideológicos como os religiosos.
Não é artigo adquirível pelo preço do estudo e da disciplina.
Ter a mente aberta e livre importa mais do que “só aprender”. Mediante o temor e a opressão não se adquire sabedoria, mas só pelo exame e pela compreensão das experiências de cada dia nas relações humanas.
O essencial para o ser humano, jovem ou velho, é que viva plena e integralmente, e para isso é o cultivo da inteligência que traz a “integração”.
Ser um indivíduo “integrado” é compreender o processo completo da nossa própria consciência.

 

Meu avô me dizia: - “Ninguém é senhor de ninguém quando você cultiva sua consciência e sua vida”.
Guias e “autoridades poderosas” são fatores degenerativos no teu processo de crescimento pessoal.
Ao nos submetermos à uma religião cegamente perdemos a “fé no homem”.

 

Medo e submissão resulta na crueldade do estado totalitário e o dogmatismo da religião organizada.
Por isso queridos leitores, reflitam!

Malcolm

Desde bebês nós precisamos vencer o desamparo de nossa precária condição neurológica ao nascimento.
Nascemos com o cérebro de um réptil, e necessitamos sobreviver.
Para isso é fundamental que alguém cuide de nós.

 

Temos o coração irrequieto e o desejo é mais primário que o pensamento.
A emoção vem bem antes da razão. Esta é a realidade humana.

 

A busca fundamental do animal humano é encontrar um objeto satisfatório para o seu desejo e toda nossa atividade psíquica consiste em buscar o prazer e evitar a dor.
É o princípio do prazer que estabelece o “propósito” da vida, ou seja, “o significado”.
A aquisição da compreensão segura do que o significado da vida “pode ou deveria ser” é o que constitui maturidade psicológica e saúde física e mental.
E esta aquisição é o resultado de um longo desenvolvimento.

 

A cada idade “buscamos e devemos ser capazes” de achar alguma “qualidade de significados” em sintonia com desenvolvimento da nossa mente e o nosso poder de compreensão daquela idade.
A criança a partir de pequenos passos, à medida que se desenvolve, deve aprender a se entender melhor para mais tarde compreender a vida.
Para isso é fundamental “a imaginação”

 

Precisamos ajudá-la a desenvolver “símbolos”, tornar clara suas emoções, harmonizar suas ansiedades e aspirações.
Encontramos nos “contos de fadas” a linguagem acessível ao que acontece dentro da cabecinha e da realidade das crianças.
Nas canções de ninar a linguagem do “sensorial” em sintonia com a “imaginação”.
Porque a criança pequena vive intensa e cotidianamente uma ambivalência de sentimentos devido a sua imaturidade biológica e seus sentimentos dançam entre “o desejo onipotente e seus limites” e a total dependência do outro.
Assim a criança se reprime para não perder o objeto amado.

 

E o que pode acontecer (comum na mulher) é que se não nos fortalecemos na infância através dessa relação vamos nos submeter aos “opressores”.
E se não enfrentarmos os opressores com energia, força e sabedoria e reflexão vamos nos refugiar na magia e na fantasia.
E essa magia pode chegar a nós pelas drogas e pela religião.
E por esse mundo mágico vamos tentar realizar todos os desejos não realizados.
E a doença pode aparecer quando existe a desarmonia entre a mente que constrói o mundo e o corpo que busca o desejo, a homeostase e o prazer
E a magia não é a salvação.

 

Iniciamos nossa vida correndo de animais ferozes tentando sobreviver, nos alimentando e nos abrigando.
Com o cérebro ainda pouco desenvolvido e uma capacidade limitada para simbolizar era comum imaginarmos que o trovão era o grito de um ser maior, o raio seu chicote autoritário, que os rios eram habitados por espíritos e as cavernas o esconderijo dos demônios.
Assim da mesma forma que as crianças pequenas e desamparadas os homens e as mulheres de cérebro pequeno acreditavam que as forças sobrenaturais nos traziam o alimento ou nos tirava o alimento.
E assim se simbolizam o bem e o mal.
Mas facílimo compreender qual era o sentimento que estava por trás de tudo isso.
- O medo.

 

Esse sentimento básico e primitivo cria até nos animais um instinto voraz de reação.
Deixe um pequeno animal com medo e acuado que ele vai te atacar.
A busca das drogas e da religião é baseado no medo.

 

O medo do misterioso, o medo da derrota, o medo do abandono, o medo da solidão e o medo da morte.
O medo é o pai da crueldade e portanto não é de admirar que crueldade e religião tenham caminhado de mãos dadas.
A magia da religião é a doença nascido do medo e fonte de incomensurável sofrimento para a raça humana.
O fanatismo religioso (e isso é evidente nos noticiários do nosso dia a dia e para quem gosta de ler a história narra de forma factual) produziu e com toda probabilidade continuará produzindo enormes quantidades de violência, lutas, derramamento de sangue, homicídios, discórdias, rixas, guerras e genocídios.
Atrás de sua fachada pacificadora a religiosidade arrogante levou a imensos prejuízos individuais e sociais ao fomentar uma quantidade incrível de agressões anti-humanas e anti-humanitárias.
Da mesma forma que as drogas que alteram o funcionamento psíquico a magia embriaga os sentidos e anestesia o senso crítico e reflexivo.
Em toda a história da humanidade “os homens nunca praticam o mal de modo tão completo e animado como o fazem a partir da convicção religiosa”.
Eu perguntaria à vocês queridos leitores

 

Quando é que a religião algum dia foi unificadora?
A grande importância que faço questão de reafirmar em priorizar à infância e o início da adolescência na saúde do homem é porque a massa humana que é sensível e vulnerável aos guias e profetas que se auto denunciam enviados de Deus são pessoas que não foram humanizadas como o ser humano precisa ser humanizado.
A importância do afeto, dos contos de fada, das canções de ninar, dos brinquedos e das fantasias mágicas é exatamente “ o oposto” , “a essência”.
Criança que não sofreu a “educação da religião do condicionamento” tem mais auto estima e autonomia e menos medo.
E a autonomia é o caminho mais curto para a felicidades, para compreensão do outro que é diferente.
E se existe alguma coisa mágica e divina que pode unir os povos é a música.
Só um grande show musical e que você vai ver brancos, amarelos, negros, judeus, cristãos, islâmicos, protestantes, ricos e pobres, evangélicos contando sentindo a sensação de que todos somos iguais com as mesmas esperanças , os mesmos sonhos e os mesmos medos, inseguranças filhos de um mesmo Deus.

Mas um Deus humano, real, palpável que é a “solidariedade humana”, “o respeito e a compreensão com o outro que é diferente de você.

Você já parou para pensar que, quando vai ao médico, ele é obrigado a respeitar seus direitos? Muitas mulheres estão acostumadas a se defender como consumidoras, mas poucas fazem o mesmo na condição de pacientes. É uma atitude importante para evitar o surgimento de problemas mais tarde.

 

O primeiro direito que todos devem lembrar é o de guardar o resultado dos exames. Quando atendemos mulheres na clínica ou no ambulatório, muitas vezes pedimos os exames anteriores, para comparar com os atuais. Geralmente ouvimos que os resultados ficaram com o outro médico. Isso não pode acontecer. É até aconselhável montar uma pasta organizada com todos os papéis dos exames para usar em futuras consultas.

 

Outro direito fundamental é o de que os instrumentos usados nos exames ginecológicos sejam bem esterilizados. Sempre que possível, exija também que o pessoal do atendimento use material descartável. Várias infecções e micoses podem ser evitadas se esses cuidados com a higiene forem observados.

Daqui para frente, cobre sempre os direitos de paciente. Assim você estará tratando o corpo melhor, como você merece.

Há pouco tempo fui questionado por duas amigas.
Estávamos na praia, sol a pino, mar verdíssimo e um céu que azulejava o infinito.
Essas duas gaúchas bonitas, corpo dourado e sensual que relaxadamente dividiam um chimarrão. Eu não sei porque gaúcho toma chimarrão fervendo aos 40º na praia.
O chimarrão está para o gaúcho na mesma proporção que a prancha está para o surfista, ou seja, eles não funcionam sem aquela cuia em forma de peito de mulher.
Qualquer psicanalista mais exaltado já ia interpretar como edipianos fanáticos ““.
Aliás, se o nosso assunto de hoje é sexo essa história de mamar no chimarrão todo dia já nos leva a pensar que a gauchada é fixada na fase oral.
Elas questionavam porque nos tempos de hoje existem mulheres, que gostam de transar com alguns homens sem compromisso.
Sexo pelo sexo!

 

A diferença de idade era de 7 a 10 anos.
A mais jovem tinha 29 anos e a mais velha 41 anos.
Dessas mulheres competentes nas suas profissões, bem humoradas e bem sucedidas.
A mais jovem era separada pós-casamento de três anos.
Cansou e quis se separar. A outra não tinha se casado.
As duas sem filhos.

 

A mais jovem aspirara por filho e a mais velha nem podia imaginar fraldas na sua vida.
É óbvio que a discussão girava em torno do sexo com compromisso e sexo por puro tesão e fim.
Não teve jeito fui pressionado e apesar de estar em férias tive que emitir minha opinião profissional.
E comecei a palestrar sobre o assunto.Meninas vocês querem uma opinião politicamente correta, academicamente correta ou a prática, ou seja, os fatos reais.
Curiosas elas logo disseram:
Os fatos reais!

 

Então vamos lá:
O sexo pelo sexo é um assunto mais associado ao comportamento masculino;
Motivos:
1 – A testosterona é 80 porcento mais potente que o estrogênio no que diz respeito ao desejo sexual.
2 – A cultura cria o homem para conquistar e produzir.
3 – DST em homem é fácil de se diagnosticar e tratar.
4 – Os homens tem mais dificuldade para lidar com suas emoções amorosas.
5 – Homem é capaz de se envolver só com uma bunda, independente de mulher.
6 – E imediatista.
7 – Preciso provar para ele e para as outras que é garanhão.
8 – Sexo é romance de busca.
9 – A maternidade é um fato e a paternidade uma possibilidade e é preciso construir um cordão umbilical, ou seja, adotar.
Quando eu disse comportamento masculino eu me refiro à biologia, emoção e cultura de um individuo.
Quero dizer que isso não é privilégio do macho masculino homem.

 

Mulher também pode se comportar dessa forma, mas na realidade é que esse é um “comportamento masculino”.
Sexo com amor e compromisso é um comportamento mais feminino.
Motivos:
1 – A mulher tem 80 porcento “menos” testosterona que o homem.
2 – Nossa cultura cria e educa a mulher para cuidar.
3 – DST em mulher pode se levar seis meses a diagnosticar, e tratar, e ela pode ficar infértil.
4 – A mulher expressa e vive com mais naturalidade suas emoções e sentimentos.
5 – Mulher jamais transaria com um bíceps ou um pênis e sim com o todo que representa o portador desse pênis.
6 – É projetista.
7 – Não tem nada a provar pelo sexo porque o filho é sempre dela.
8 – Sexo em mulher é busca de romance.
9 – A maternidade é um fato concreto, só é preciso cortar o cordão umbilical.
Os fatos referentes ao sexo são que como tudo em nossa vida humana tem um simbolismo ou um valor vamos lembra-los das 1001 utilidades do sexo:
1. Sexo para obter prazer.
2. Sexo para obter intimidade
3. Sexo para dizer que gosta
4. Sexo para demonstrar poder
5. Sexo para obter status
6. Sexo para aliviar tensão
7. Sexo para aliviar angústia
8. Sexo para evitar a dor
9. Sexo para manipular
10. Sexo para controlar
11. Sexo para chantagear
12. Sexo para dominar
13. Sexo para se afirmar
14. Sexo para criar identidade
15. Sexo para ganhar dinheiro
16. Sexo para dar colo.
17. Sexo para aliviar solidão
18. Sexo para negociar
19. Sexo para se vingar
20. Sexo para se casar
21. Sexo para se reproduzir
22. Sexo para se exibir
23. Sexo para se machucar
Etc...

 

E por fim explicando e as gaúchas concordando disso, discordando daquilo.
A mais jovem afirmando: eu preciso de envolvimento, clima e possibilidade de compromisso.
Fui muito amada pelos meus pais e quero ser amada pelo meu homem.
A mais madura afirmando: tenho um namorado que é um bom companheiro e adoro comer um garoto desses musculosos e atletas. Transo e sinto prazer imediato. Eu gozo e simplesmente curto.

 

Dez dias depois quando voltei a São Paulo que aconteceu.
A mais jovem não sabia porque ficou por dois dias e duas noites com um estrangeiro que voltaria à sua terra em 5 dias, ou seja, uma relação de 48 horas.
E a mais velha que só queria prazer rápido com um rapaz novo, musculoso e natural da ilha estava completamente apaixonada pelo e queria levar com ela o bombado filho do pescador da ilha.

 

Em resumo, nunca tente definir regras quando se fala de amor e sexo.
E é claro que, a mulher, da mesma forma que a natureza é “pura contradição”.

 

Beijos,
Malcolm


A mulher de hoje não aceita mais o que nossas avós aceitavam sem reclamar, ou seja, distúrbios na função urinária após a menopausa. A auto-imagem e a auto-estima da mulher necessitam no mínimo, de um corpo funcionando naturalmente.
Freud dizia: "Anatomia é destino...". E o destino da menopausa com urgência miccional, infecções, noctúria e incontinência urinária de esforço está comprometido. O genital feminino e o trato urinário derivam do mesmo pólo embrionário e se desenvolvem em uma proximidade anatomofuncional. Daí os sintomas urinários coincidem com muitos sintomas vaginais, como secura, coceira, queimação e dispareuria. A idade avançada leva a alterações na eficiência da uretra e da bexiga, conforme estudo urodinâmico. Mulheres idosas tem redução do fluxo urinário, aumento da urina residual e da capacidade da bexiga e da alteração do detrusor13 .
Barlow et al. demonstraram que sintomas urogenitais afetam 48,5 porcento das mulheres na pós-menopausa 14 . Osif e Bekassy estudaram 2.200 mulheres na idade de 60-61 anos e também encontraram 49 porcento das mulheres com problemas de incontinência urinária. Outros autores relatam que na zona rural, onde os partos acontecem sem boa assistência médica, esses problemas são mais precoces. Atingem dois terços das mulheres entre 40 e 50 anos 15, 16.

 


P.D. Wilson et al. (British Journal of Obstetric and Gynecology, 1996) estudaram 1.505 mulheres: 34,3 porcento administram algum grau de incontinência urinária e 3,3 porcento apresentam esses distúrbios diariamente. O estudo avalia a diferença entre partos vaginais e cesáreas.
A conclusão foi que existe uma significativa redução na prevalência da incontinência urinária nas mulheres que foram submetidas a cesariana.
Na avaliação das instabilidades do funcionamento adequado do sistema urogenital desfila uma séria de distúrbios após a menopausa:
_ incontinência genuína de estresse;
_ instabilidade do detrusor (hiper reflexia);
_ urgência miccional;
_ fistulas;
_ infecção urinária.

 

O problema é que essas instabilidades provocam um desastre na auto-imagem e na auto-estima da mulher.
A mulher é o seu corpo. Qualquer anormalidade no seu funcionamento pode destruir a harmonia de mulheres bem-estruturadas afetiva e socialmente.
Sabemos que o estrogênio age em quatro camadas do tecido uretral colaborando na manutenção da pressão positiva da uretra: epitélio, vasculatura, tecido conjuntivo e músculo.
Sabemos que uma boa assistência obstétrica e a redução do número dos partos vaginais de fetos grandes também podem colaborar no futuro da mulher menopausada. O tripé que alicerça o bom funcionamento no sistema urogenital está baseado nessas observações:

 

1- DNA (Gene) que oriente uma constituição forte dos tecidos, boa alimentação e uma vida fisicamente ativa.
(exercícios);

 

2- Uma visão obstétrica mais moderna de que a cesariana não é bandida que os parteiros mais ortodoxos pregam em campanhas pela mídia;

 

3- A compreensão de que o déficit hormonal pós-menopausal compromete negativamente o decorrer da pós-menopausa e o sistema urogenital.

Muitas mulheres me perguntam qual é o risco de ter câncer de mama e o que elas podem fazer sobre isso.
Sabemos que os fatores de risco, mais importantes estão associados a fatores genéticos, reprodutivos e hábitos alimentares.
Geneticamente sabemos que a raça branca pura tem mais chances de desenvolver a doença que os mestiços.

Nós os mestiços que descendemos do branco, negro e índio temos praticamente metade das probabilidades.
Continuando pela genética sabemos que quando .em parentesco de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) tem câncer de mama , os homens são maiores.
Mas o que hoje sabemos é que com mudança de comportamento em relação ao hábito reprodutivo, ou seja, engravidar menos do que nossas bisavós e a primeira menstruação acontecendo mais cedo a exposição do jovem tecido mamário aos altos níveis de hormônio pode também aumentar essas chances.
E por fim a obesidade, ou seja, alimentação não balanceada com excesso de gordura e a falta de exercícios físicos.
Resumindo, o câncer é uma doença multifatorial.
O fato mais importante é esclarecer que uma grande porcentagem da população que tem câncer não tem nenhum fator de risco associado.

Por isso super estimar a importância desses fatores pode criar um estado de angústia ou ansiedade, ou ao contrário pode-se criar um falso senso de segurança se você não apresenta nenhum desses fatores.

Assim é fundamental que as pessoas sigam à risca a orientação médica nos exames de prevenção.

Mas ainda, um dos diagnósticos mais assustadores é o câncer, seja ele qual for. Apesar de todos os recursos terapêuticos que podem erradicar alguns tipos, quando descobertos precocemente, o câncer é uma doença que sempre traz medo, insegurança e sofrimento aos seus portadores e familiares.
Há meio século, apesar dos esforços para detecção precoce do câncer de mama, a incidência de casos vem progredindo incessantemente. Estudos recentes evidenciam fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença, e todas as mulheres deveriam conhece-los para ter condições de diminuir os riscos de câncer de mama a partir de adaptações em seu estilo de vida ou, pelo menos, para ter consciência da real influência do seu estilo de vida sobre a própria saúde.
Tem-se investido em detecção precoce como forma de prevenção por meio de auto-exame, consultas médicas e mamografias periódicas. O prognóstico da doença é melhor quando ela é descoberta cedo, porém a maioria dos nódulos só chega a ser palpável com cerca de 1,6 cm de diâmetro.
A mamografia pode detectar o tumor um pouco mais cedo, de seis meses a três anos antes que ele se torne palpável, porém estudos mostram que 10% de todos os cânceres não são detectados por ela.
Vamos então listar de forma simples os fatores de risco definitivamente estabelecidos:
Incontroláveis

1 – Sexo: as mulheres têm muito mais câncer de mama do que os homens.
Para cada cem casos de câncer de mama em mulheres, ocorre um em homens. Uma das maiores razões para essa proporção é a exposição mínima dos homens ao estrogênio.
2 – Idade: 70 porcento dos casos ocorrem em mulheres acima dos 50 anos de idade.
3 – Tempo de exposição ao estrogênio: menstruação precoce, ausência de gravidez, menopausa tardia e pílulas anticoncepcionais aumentam o risco.
4 – Histórico familiar: ter duas mulheres na família que tenham tido câncer de mama antes da menopausa aumenta o risco.
Veja outros fatores relacionados ao histórico familiar:
- Dois genes já foram relacionados ao câncer de mama: BRCA 1 e BRCA 2.
- Das mulheres que desenvolvem câncer de mama, 85% não têm casos da doença na família. Dos 15% restante, um terço parece ter influência genética, particularmente quando parentes em primeiro grau do lado materno tiveram a doença antes da menopausa.
- Se uma tia, prima ou avó teve câncer de mama, a chance de alguém desenvolver a doença é uma vez e meia maior que a média das mulheres da população em geral.
- Se a doença acometeu uma irmã ou a mãe, o risco é cinco vezes maior.
- Quanto mais idade tiver a mãe quando desenvolver câncer, menos risco a filha correrá.
- Uma mulher cuja mãe de 70 anos tem câncer de mama é apenas uma vez e meia mais propensa ao risco de desenvolver câncer.
- No caso anterior, se o câncer acometeu os dois seios, a chance aumenta de cinco a dez vezes.
- Nas famílias que apresentam ocorrências como as citadas, o câncer tende a surgir em idades mais precoces na geração seguinte. Isso significa que, se há casos de câncer em sua família, você certamente vai tê-lo? Não! Como no caso dos outros fatores de risco, uma história familiar não determina nada sobre um indivíduo em particular. Não é por haver um ou mais casos na família que as outras mulheres estão fadadas e desenvolver a doença. Veja, por exemplo, o caso de gêmeas idênticas: é bastante frequente encontrar casos em que uma tem uma doença (câncer de mama, por exemplo) e a outra não.
5 – Tempo de exposição à radiação: quanto maior e mais intensa a exposição, maior o risco.
A exposição à radiação, até mesmo a proveniente de exames diagnósticos, pode causar mutação celular, principalmente em jovens.
6 – Raça: mulheres brancas e de origem européia correm mais risco.
Em qualquer idade, as mulheres de pele clara são mais propensas ao câncer de mama do que as mulheres de pele escura. A escolha de levar uma vida saudável pode diminuir substancialmente esse risco.
7 – Altura e peso: mulheres mais altas e mais pesadas correm mais risco.
Em mulheres mais altas e mais pesadas o risco de desenvolver câncer de mama é maior. As mulheres que pesam mais de 70kg e têm mais de 1,67 m de altura apresentam 3,6 vezes mais risco do que as mulheres com menos de 60 kg e abaixo de 1,60m de altura. Uma vez feito o diagnóstico, mulheres com peso acima do ideal também têm maior probabilidade de desenvolver a doença.

Estilo de vida

Existem vários fatores de risco para câncer de mama relacionados ao estilo de vida, e os mais importantes serão abordados mais adiante. O que mostraremos a seguir são alguns dados curiosos a respeito das estatísticas da doença.

 


Profissões e o retardamento da gravidez

 

Exames feitos pelos Centros de Controle de Doenças, dos EUA, nos atestados de óbito de aproximadamente 3 ,milhões de mulheres, no período entre 1979 e 1987, para detectar quantas tinham morrido de câncer de mama e quais as ocupações predominantes entre elas, mostraram uma correlação entre a doença e as profissões de professora, bibliotecária e religiosa. Tais atividades, em si, não apresentam riscos inerentes, mas as mulheres que atuam nessas áreas podem ter características em comum, tal como o retardamento da gravidez, o que as coloca na faixa de mulheres com maior risco.

 

A idade da primeira gestação

 

Dar à luz antes dos 20 anos confere poderosa proteção contra o câncer de mama. Em geral, quanto mais curto o período entre a primeira menstruação e a primeira gravidez bem-sucedida, menor o risco de câncer de mama.
Por quê? As células das mamas começam um processo de maturação a cada mês, mas não o finalizam, a menos que a mulher fique grávida e tenha uma gestação completa. As células mamárias, parcialmente maturadas, têm DNA (material genético) instável e são mais facilmente envolvidas em um processo canceroso. Já as células mamárias que completam sua maturação por meio da gravidez e da lactação tornam-se estáveis, menos afetadas pelos hormônios do ciclo menstrual e, realmente, mais resistentes ao câncer de mama.
Então nos resta ressaltar que nos dias de hoje a prevenção é o caminho.
E para que isso aconteça é preciso que você visite de 6 em 6 meses o seu ginecologista.

 

Malcolm Montgomery

 

Muitas mulheres me perguntam qual é o risco de ter câncer de mama e o que elas podem fazer sobre isso.
Sabemos que os fatores de risco, mais importantes estão associados a fatores genéticos, reprodutivos e hábitos alimentares.
Geneticamente sabemos que a raça branca pura tem mais chances de desenvolver a doença que os mestiços.
Nós os mestiços que descendemos do branco, negro e índio temos praticamente metade das probabilidades.
Continuando pela genética sabemos que quando .em parentesco de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) tem câncer de mama , os homens são maiores.
Mas o que hoje sabemos é que com mudança de comportamento em relação ao hábito reprodutivo, ou seja, engravidar menos do que nossas bisavós e a primeira menstruação acontecendo mais cedo a exposição do jovem tecido mamário aos altos níveis de hormônio pode também aumentar essas chances.
E por fim a obesidade, ou seja, alimentação não balanceada com excesso de gordura e a falta de exercícios físicos.
Resumindo, o câncer é uma doença multifatorial.
O fato mais importante é esclarecer que uma grande porcentagem da população que tem câncer não tem nenhum fator de risco associado.

 

Por isso super estimar a importância desses fatores pode criar um estado de angústia ou ansiedade, ou ao contrário pode-se criar um falso senso de segurança se você não apresenta nenhum desses fatores.

 

Assim é fundamental que as pessoas sigam à risca a orientação médica nos exames de prevenção.

 

 

 

Mas ainda, um dos diagnósticos mais assustadores é o câncer, seja ele qual for. Apesar de todos os recursos terapêuticos que podem erradicar alguns tipos, quando descobertos precocemente, o câncer é uma doença que sempre traz medo, insegurança e sofrimento aos seus portadores e familiares.
Há meio século, apesar dos esforços para detecção precoce do câncer de mama, a incidência de casos vem progredindo incessantemente. Estudos recentes evidenciam fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença, e todas as mulheres deveriam conhece-los para ter condições de diminuir os riscos de câncer de mama a partir de adaptações em seu estilo de vida ou, pelo menos, para ter consciência da real influência do seu estilo de vida sobre a própria saúde.
Tem-se investido em detecção precoce como forma de prevenção por meio de auto-exame, consultas médicas e mamografias periódicas. O prognóstico da doença é melhor quando ela é descoberta cedo, porém a maioria dos nódulos só chega a ser palpável com cerca de 1,6 cm de diâmetro.
A mamografia pode detectar o tumor um pouco mais cedo, de seis meses a três anos antes que ele se torne palpável, porém estudos mostram que 10% de todos os cânceres não são detectados por ela.
Vamos então listar de forma simples os fatores de risco definitivamente estabelecidos:
Incontroláveis

 

1 – Sexo: as mulheres têm muito mais câncer de mama do que os homens.
Para cada cem casos de câncer de mama em mulheres, ocorre um em homens. Uma das maiores razões para essa proporção é a exposição mínima dos homens ao estrogênio.
2 – Idade: 70 porcento dos casos ocorrem em mulheres acima dos 50 anos de idade.
3 – Tempo de exposição ao estrogênio: menstruação precoce, ausência de gravidez, menopausa tardia e pílulas anticoncepcionais aumentam o risco.
4 – Histórico familiar: ter duas mulheres na família que tenham tido câncer de mama antes da menopausa aumenta o risco.
Veja outros fatores relacionados ao histórico familiar:
- Dois genes já foram relacionados ao câncer de mama: BRCA 1 e BRCA 2.
- Das mulheres que desenvolvem câncer de mama, 85 porcento não têm casos da doença na família. Dos 15% restante, um terço parece ter influência genética, particularmente quando parentes em primeiro grau do lado materno tiveram a doença antes da menopausa.
- Se uma tia, prima ou avó teve câncer de mama, a chance de alguém desenvolver a doença é uma vez e meia maior que a média das mulheres da população em geral.
- Se a doença acometeu uma irmã ou a mãe, o risco é cinco vezes maior.
- Quanto mais idade tiver a mãe quando desenvolver câncer, menos risco a filha correrá.
- Uma mulher cuja mãe de 70 anos tem câncer de mama é apenas uma vez e meia mais propensa ao risco de desenvolver câncer.
- No caso anterior, se o câncer acometeu os dois seios, a chance aumenta de cinco a dez vezes.
- Nas famílias que apresentam ocorrências como as citadas, o câncer tende a surgir em idades mais precoces na geração seguinte. Isso significa que, se há casos de câncer em sua família, você certamente vai tê-lo? Não! Como no caso dos outros fatores de risco, uma história familiar não determina nada sobre um indivíduo em particular. Não é por haver um ou mais casos na família que as outras mulheres estão fadadas e desenvolver a doença. Veja, por exemplo, o caso de gêmeas idênticas: é bastante freqüente encontrar casos em que uma tem uma doença (câncer de mama, por exemplo) e a outra não.
5 – Tempo de exposição à radiação: quanto maior e mais intensa a exposição, maior o risco.
A exposição à radiação, até mesmo a proveniente de exames diagnósticos, pode causar mutação celular, principalmente em jovens.
6 – Raça: mulheres brancas e de origem européia correm mais risco.
Em qualquer idade, as mulheres de pele clara são mais propensas ao câncer de mama do que as mulheres de pele escura. A escolha de levar uma vida saudável pode diminuir substancialmente esse risco.
7 – Altura e peso: mulheres mais altas e mais pesadas correm mais risco.
Em mulheres mais altas e mais pesadas o risco de desenvolver câncer de mama é maior. As mulheres que pesam mais de 70kg e têm mais de 1,67 m de altura apresentam 3,6 vezes mais risco do que as mulheres com menos de 60 kg e abaixo de 1,60m de altura. Uma vez feito o diagnóstico, mulheres com peso acima do ideal também têm maior probabilidade de desenvolver a doença.

 

Estilo de vida

 

Existem vários fatores de risco para câncer de mama relacionados ao estilo de vida, e os mais importantes serão abordados mais adiante. O que mostraremos a seguir são alguns dados curiosos a respeito das estatísticas da doença.

 


Profissões e o retardamento da gravidez

 

Exames feitos pelos Centros de Controle de Doenças, dos EUA, nos atestados de óbito de aproximadamente 3 ,milhões de mulheres, no período entre 1979 e 1987, para detectar quantas tinham morrido de câncer de mama e quais as ocupações predominantes entre elas, mostraram uma correlação entre a doença e as profissões de professora, bibliotecária e religiosa. Tais atividades, em si, não apresentam riscos inerentes, mas as mulheres que atuam nessas áreas podem ter características em comum, tal como o retardamento da gravidez, o que as coloca na faixa de mulheres com maior risco.

 

A idade da primeira gestação

 

Dar à luz antes dos 20 anos confere poderosa proteção contra o câncer de mama. Em geral, quanto mais curto o período entre a primeira menstruação e a primeira gravidez bem-sucedida, menor o risco de câncer de mama.
Por quê? As células das mamas começam um processo de maturação a cada mês, mas não o finalizam, a menos que a mulher fique grávida e tenha uma gestação completa. As células mamárias, parcialmente maturadas, têm DNA (material genético) instável e são mais facilmente envolvidas em um processo canceroso. Já as células mamárias que completam sua maturação por meio da gravidez e da lactação tornam-se estáveis, menos afetadas pelos hormônios do ciclo menstrual e, realmente, mais resistentes ao câncer de mama.
Então nos resta ressaltar que nos dias de hoje a prevenção é o caminho.
E para que isso aconteça é preciso que você visite de 6 em 6 meses o seu ginecologista.

 

Malcolm Montgomery

Visualizando um entardecer na Praia da Guarda do Embau litoral sul de Santa Catarina e rebobinando na memória um verão de 1972 quando vivendo meus 19 anos conheci esse paraíso que conservou a beleza e a magia.
Nesse tempo eu vivia o 1º ano da Faculdade de Medicina em Jundiaí.

Me pus reflexivo e ouvi os ecos dos sonhos que sonhei.
Hoje acompanho meus filhos que surfam nas ondas da juventude e fazendo o mundo girar no ciclo das gerações.
Eu queria ser um bom médico, jogar o meu futebol e tocar minha guitarra e ter filhos.
Amava o Rock in Roll ! Mas parecia que a música não combinava muito com família e trabalho.
Trinta e dois anos se passaram e o meu lado careta predominou.

Me casei conforme o figurino, me formei médico, me especializando em Ginecologia e tive os filhos que sonhei.
Mas o adolescente irrequieto, crítico e bem humorado, irreverente não me deu sossego e a todo momento ele emergia, furava o bloqueio do “conservador” e nunca consegui ser um médico dentro dos padrões da medicina clássica.

Odiava o jeito almofadinha, padronizado e protocolar o médico.
Por que eu não poderia ser um bom profissional de saúde seguindo outros caminhos.

Fui estudar psicologia, antropologia, sociologia e arte.
O resultado dessa equação foi: A sexualidade humana, ou seja, os movimentos criativos que as pessoas usavam para adoecer ou viver saudavelmente, erotizar o prazer ou a dor.
Me intrigava o fato de algumas pacientes que atendia usarem o sintoma para comunicar suas dificuldades.
Porque algumas funcionavam melhor no sofrimento?
Porque tantos medicamentos modernos não resolviam a grande parte dos problemas que lotavam os consultórios.
O que será o que será que todos os meus órgãos estão a clamar, já dizia Chico Buarque
Porque era tão massificado um trabalho que devia ser individualizado se era para mim tão claro que as pessoas eram diferentes e funcionavam de forma ímpar.
Por que a universidade e o ensino academicamente correto era tão ingênuo ao estimular os alunos a decorar protocolos?

Porque os trabalhos metodologicamente corretos eram logicamente tão incorretos.
Como é que alguém poderia concluir analisando um único parâmetro num organismo tão complexo como o humano!
Porque o uso de estatística em assuntos que não poderiam ser matematicamente mensurado?
Para mim o número e a matemática a ciência mais sádica, mais fria, mais controladora usada para avaliar energias tão complexas e tão imensuráveis como a emoção humana.

Se a biologia humana e o ciclo hormonal é poderoso a ponto de alterar as emoções de uma mulher, porque as emoções também não poderiam ter a mesma força
Se a cultura religiosa era capaz de segregar, formar guetos, patrocinar guerras, criar hostilidades porque não era levada em consideração na avaliação das pacientes.
Se o nosso Brasil um país tropical quente com um povo mestiço geneticamente diferente deveria receber as mesmas orientações da medicina americana ou européia.

Estariam os médicos desprezando a força do DNA.
Todas essas dúvidas me fizeram questionar a medicina clássica e o ensino conservador!
Hoje me sinto feliz de ter aceito e recebido com carinho esse meu perfil adolescente e questionador que vive até hoje em minha alma.

Misturando psicologia, biologia, antropologia, arte e sociologia e sempre polemizando o estagnado e o conservador `construí uma carreira na contramão de academicamente correto.
Valorizando muito a relação médico paciente e não desvalorizando o técnico e científico mas colocando a técnica no seu devido lugar com seu devido valor.

O futebol sempre fez parte da minha vida. Joguei até os 48 anos, e me deu muitos amigos de todas as classes sociais, diferentes religiões, diferentes níveis intelectuais.
O futebol me ensinou na prática a perder e a ganhar.
O futebol me deu o espírito de equipe , demonstrando na vida que ninguém constrói nada sozinho.
O futebol me deu um espírito competitivo saudável.
Precisava trabalhar e fui professor no Colégio Divino Salvador.
Adorava o padre Olívo: ele era um incentivador do esporte.
Foi ele que descobriu a Paula. Hoje magic Paula. Ela e o Marcel, dois nomes de basquete nacional foram nossos alunos.

Depois lecionei no Curso Objetivo.
Talvez aí eu pude desenvolver o meu perfil de comunicador.
O professor deve saber se comunicar para facilitar o interesse do aluno.
O violão, a guitarra e o amor a arte foram integrados na criação de didáticas que facilitassem a aproximação do professor e aluno.
Quando completei 50 anos há dois anos atrás tive a coragem de colocar em minhas palestras todos esses instrumentos.

Com 27 anos de formado e o nome respeitado no Brasil achei que se eu usasse o violão, a guitarra, a música, a pintura e o cinema para me comunicar com as mulheres e seria mais produtivo na mensagem do amor à vida facilitando mudanças de atitudes no que diz respeito a medicina preventiva.

Usando textos de meus livros, porque escrever de alguma forma me ajudaria a sublimar a paixão pela música, montei alguns roteiros para palestras.
Confesso que quando Maria Rita Haddad, primeira dama de Jundiaí me convidou a levar a palestra ao Polytheama eu vibrei.
Jundiaí me deu tanto, quem sabe eu posso retribuir e agradecer a oportunidade.
Fiquei muito feliz em estar nessa cidade que amo, com pessoas que fizeram parte desse período mágico de minha vida que foram os seis anos que passei aí.

Obrigado Maria Rita por me dar essa oportunidade.
Teatro lotado, auditório vibrante e participativo. Foi uma troca maravilhosa.

E através dessa noite Théo e Sueli do Jornal de Jundiaí me convidaram a escrever nesse jornal que fazia parte do meu dia a dia durante os anos que estudei na querida Faculdade de Medicina.

Estou feliz em voltar a cidade através dessa coluna no jornal.

Afinal, só pode se ausentar quem um dia se fez presente.

Espero que mandem sugestões e temas para debatermos juntos.

Malcolm

Textos censurados e não publicados pela Diretoria da Febrasgo em 1999.

São Paulo, 10 de Novembro de 1999.
Texto enviado a FEBRASGO para publicação em Novembro de 1999
Tive o privilégio de conviver com grandes mestres: Paulo Goffi, Domingos Delascio, Jean Claude Nahoun, Ronald Bossemeyer, Lucas Machado, Álvaro Cunha Bastos, Elsimar Coutinho, Geraldo Rodrigues Lima, Laurival de Lucca, Heitor Henstchel, Aurélio Zecchi, Weydson Barros Leal E Ricardo Cavalcanti.
Digo mestres porque diferencio o mestre dos professores.

A sabedoria do mestre é multiplicativa, o conhecimento do professor é aprovativo.
O mestre pensa, cria, faz e ensina. O professor estimula decorar protocolos. O mestre forma, o professor informa.
O mestre pensa macro-cosmicamente, o professor microscopicamente.
O professor impõe o aprendizado, o mestre desperta em você à vontade de aprender.
O mestre gera discípulos, o professor ex-alunos.
O professor se impõe pelo poder e é respeitado pelo medo do aluno.
O mestre se impõe pela autoridade conquistada e é respeitado pela admiração do aluno.
O mestre leva em consideração a vida, e a saúde relacional, que requer sabedoria adquirida através de posicionamento ao longo da vida.
Ensinar é um gesto de amor! E por aí, percebe-se que o mestre alegra-se com o brilho do aluno, o professor preocupa-se.
O mestre coloca em prática a teoria útil, disciplina, fé, ética, cidadania e a gratidão.
O professor coloca em prática a teoria inútil, o relógio de ponto, a competitividade, o poder, a manipulação e a inveja.
Nas universidades e nas sociedades médicas temos muitos professores, mas poucos mestres.

Aprendi com os mestres que a avaliação do médico depende de três fatores:
1) Conhecimento científico-técnico;
2) Prática clínica e cirúrgica;
3) BOM SENSO, LUCIDEZ, EQUILÍBRIO, MATURIDADE e ÉTICA para articular os itens 1 e 2 e prover condutas adequadas para suas clientes.
Muito bem!!

Acredito que este “BOM SENSO” deveria também ser considerado pelos profissionais que lideram a ginecologia brasileira no sentido da valorização do título de especialista.
Vamos ponderar juntos!

Gostaria de, inicialmente, propor uma reflexão honesta, criteriosa e madura dos profissionais que se submeterem à prova do TEGO (aos aprovados e aos reprovados).
Alguns de vocês acreditam que esta prova “avalia” o especialista em Ginecologia e Obstetrícia?
Proponho à revista “Femina” que faça uma enquete e divulgue o resultado.
Valorizar o Tego é uma coisa!

Corporativismo é outra!
Qual é a lógica que existe por trás do atual modelo de concessão do Título de Especialização em Ginecologia e Obstetrícia – Tego – da Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia – Febrasgo?
Obtém o título àquele que for aprovado em um teste que segue um modelo ultrapassado, no qual a teoria pura e simples se sobrepõe à prática clínica e ao currículo de um profissional.
Qual a diferença básica entre profissional que tem o Tego e o que ainda não o conseguiu?
O que distingue não é a competência médica, mas a capacidade que o primeiro teve em decorar uma série de notas de rodapé de livros básicos para residentes. Quem nunca fez um parto, mas respondeu direitinho as questões, ganha (e leva) o título de Obstetra. O que deveria ser uma prova de competência e conhecimento geral da ginecologia e obstetrícia se atem a medir a habilidade de memorização do candidato.
A decoreba é a contra mão do aprendizado. Decoreba é lixo descartável e perecível.
Hoje nem a escola de meus filhos valoriza esse tipo de avaliação, um produto pouco inteligente de pedagogia obsoleta.
Vejamos um caso bem pessoal!

Durante dez anos participei de comissões nacionais, conselhos editoriais de revistas, simpósios e congressos da Febrasgo. De repente, fui afastado por não possuir o Tego.
Será que hoje quando escrevo este texto, após ter acertado alguns testes teóricos ridículos, eu estarei qualificado para ser reintegrado às comissões, conselhos e eventos?
Essa aprovação me “diferencia” para isso? Por que?
Honestamente ter passado nesta prova não me acrescentou nada!
Absolutamente nada. Pelo contrário, abandonei seis meses as minhas atualizações por ter que dedicar meu tempo a decorar rodapé de livro velho e desatualizado. E sem dúvida, se não tivesse frequentado assiduamente o curso do Dr. Múcio e Dr. Hudson (dois mestres) “não seria aprovado”.
Sim. Porque eu desafiaria qualquer integrante da “Comissão” do Tego a fazer essa prova e ser aprovado.
Aliás, hoje se fala em “Revalidação do Título”. Tenho a convicção que, se esta proposta for aprovada, o método para avaliação não será uma prova deste tipo.
Por quê? Temo que os mesmos colegas que mantêm essa forma de avaliação atual não se sujeitarão a enfrentá-la.

Muito bem!

Vamos continuar a comentar a prova.
É uma prova cheia de questões mal elaboradas, perversas, recheadas de opções que objetivam confundir o raciocínio, as famosas “pegadinhas” que medem muito mais a esperteza e a malandragem que a capacidade de dar soluções precisas para o que realmente “pega” dentro do dia a dia de uma clínica.
As questões que obtiveram mais de 90% e menos de 20% de acerto não foram computadas. Estranho. Antes de elaborar um teste, quem o faz deve, ou ao menos deveria, saber o nível de dificuldade de cada questão. Se muitos acertaram, a questão não valeu, ou melhor, não serviu a arapuca. Se muitos a erraram é melhor desconsiderá-la também. Pretende-se o quê com isso? Mostrar que a prova não é assim tão draconiana? O fato é: esse modelo só atesta a má elaboração dos testes.
A curva de Gauss “eleva” a média aritmética do grupo padrão, pois nivela em teoria, mais próxima, do residente. Isso coloca os mais experientes novamente em desvantagem.
Que o jornal e as revistas da Febrasgo proponham aos sócios que pensem e mandem sugestões.
Nenhuma forma de avaliação é justa. Mas se avaliamos por três ou quatro parâmetros é mais difícil cometer injustiça do que avaliar por um só.
Resultado final do último teste: cerca de 25% dos candidatos aprovados, apenas com a prova. Outros 20% não foram assim tão bem; precisarão da “forcinha” do currículo para conseguir o título. De certa forma, conseguiram provar que não são bons na “decoreba” mas, na prática médica, não deixam assim “tão desejar”.
Que tal inverter?
Em outras especialidades o currículo é avaliado “antes” da prova. Não existe nenhum “bom senso” quando você avalia um Hans Halbe no mesmo nível de um residente.


Polícia! O gabarito sumiu!

Para todos ficou a curiosidade em saber a resposta das questões, visto que a prova foi recolhida e o gabarito não divulgado. Se o objetivo da prova fosse fomentar o conhecimento, as questões resolvidas estariam aí, para quem quisesse ver e aprender com elas. Desta “não transparência” emergem hipóteses perigosas.
Em relação à taxa. Sabemos que quarenta e cinco reais da quantia total destinam-se a AMB para elaboração do certificado do aprovados.
Pergunto: - Para onde vão os quarenta e cinco reais dos “não aprovados”, que são a maioria?
Desculpe, mas sei que perguntar não ofende!

Cogitou-se a possibilidade de “cola” daquele tipo que se carrega na bolsa, uma folha com o resumo (como se fosse possível resumir a ginecologia e a obstetrícia) ou o próprio livro. Como fazem com as turmas de adolescentes nas escolas de primeiro e segundo graus, as bolsas permaneceram confinadas nos cantos das salas. Para piorar, quem errasse a marcação de alguma questão no cartão de respostas que amargasse o azar ou trocasse os óculos. Não havia outro cartão. Tudo em nome de uma rigidez germânica.
Esse modelo de prova tem passado por várias diretorias da Febrasgo. Porém há cerca de dois anos instituíram o Tego como um quesito básico para quem deseja publicar artigos na revista científica editada pela Federação, figurar como palestrante e conferencista nos congressos ou ser membro das comissões nacionais.
Essa atual diretoria, que trabalhei (e muito) para ajudar a eleger, é integrada por profissionais de alta qualidade.
Se não confiasse no “bom senso” desses colegas, se não tivesse apreço e respeito pela Febrasgo e pelos colegas que fizeram o curso pré Tego e não foram aprovados, não perderia meu precioso tempo escrevendo essa crítica, que eu considero construtiva.

Resultado: médicos bem sucedidos e, “coincidentemente”, admirados pela comunidade científica (e por que não dizer também pelos leigos) pela qualidade de seus serviços, foram afastados ou tratados com indiferença, apenas porque não mostraram disposição para se sujeitar a tudo isso, enquanto poderiam contribuir, e muito, para fortalecer o que deveria ser o verdadeiro espírito corporativista de uma federação. O Tego se tornou um entrave, um impedimento para que os membros da Febrasgo pudessem ouvi-los ou lê-los no que eles, com certeza, têm a contribuir. Hoje muitos colegas do interior necessitam do Tego para serem contratados por convênios. E volto a afirmar: - não é questão de facilitar essa obtenção, mas sim pedindo uma “avaliação justa”.
Já quem se sujeita ao “desafio” que é este tipo de avaliação, tem que ter claro uma coisa: durante meses a leitura construtiva, de artigos científicos com o que há de mais vanguarda no mercado, ou até aquela leitura de grandes jornais ou livros de outros temas não-médicos, mas de igual importância para qualquer um que possa ser considerado “culto”, deve ser deixada de lado. Durante meses se “emburrece”. Só sobra tempo para “decoreba” das respostas dos testes.
Essa discussão permite fazer uma distinção importante.
Qual o objetivo maior do título? A partir do momento em que for percebida a necessidade de se repensar este obsoleto método de avaliação e para que fins o Tego deve servir, estará se contribuindo de fato, e não só a intenção (se é que há essa intenção), com a troca de experiências e a aquisição do conhecimento, não apenas o teórico científico como, e principalmente, o prático, o notório saber.
Temos que valorizar o título, mas para isso o método de avaliação merece novas modificações.

Afinal, o mestre Adib Jatene emérito cirurgião, não tem mestrado, nem doutorado e recebe título por notório saber.
Seria até engraçado que em um congresso de Cardiologia bloqueasse sua participação.
Ele é um mestre que a sociedade de cardiologia de orgulha!

Mas parece que a nossa sociedade de ginecologia se restringe a premiar os “experts” em responder “testes espertos”.
É um “vexame” que nomes como Aníbal Faúndes, Thomas Gollop e outros tenham que se submeter à mesma avaliação que um residente recém-formado.
A se manter essa política, vamos diminuir cada vez mais o número de mestres e o número de professores medíocres vai aumentar.
Pobres alunos e pobres pacientes!

Para sermos sempre justos, é preciso que busquemos a igualização dos desiguais. Normas gerais, impessoais, que dão a todos o mesmo tratamento baseados no principio de que todos são iguais, não levando em consideração a igualdade de grupos específicos de indivíduos, terminam por acentuar as desigualdades, gerando “injustiça”.
Essa é a medicina de “todos merecem o mesmo tratamento”. Ausência de rosto. Impessoalidade. Não há sociedade. Nem identidade, nem psicologia. É tudo igual. A medicina do protocolo rígido.
Me lembra a política xiita do PT. E nem parece que o socialismo já morreu.

Me preocupo, em mantendo-se essa visão, que os professores nos ensinem também a não individualizar as clientes.
A permanecer essa avaliação transparece que o objetivo básico é fundamental da liderança da ginecologia brasileira está deixando de ser “a mulher”, sua cliente.
No mundo da mediocridade dos grandes “Egos” ela fica distante, pequena e esquecida.

A arte de praticar uma boa medicina, que nossos “queridos mestres” priorizam, perdem espaço para o corporativismo, a vaidade e o compadrio.
É o Ricky Martin nivelado com Paul Mc Cartney e o “Tchan” com Chico Buarque.
Durma com um “PAGODE” desses.

Aprovado no “Tego do professor” - 1999

Tomei conhecimento dos termos do novo regulamento da FEBRASGO que exige posse de um título de especialista daqueles que participarem dos próximos congressos da Federação. Sinto-me à vontade para manifestar o meu descontentamento porque, portador de título de endocrinologia, não seria atingido pessoalmente pela iniciativa discriminatória.

Antigo sócio da FEBRASGO cujas iniciativas sempre apoiei e prestigiei ao longo dos últimos trinta anos, vejo a iniciativa com tristeza e com preocupação porque abre um precedente corporativista perigoso que não trará nenhum benefício aos eventos e pelo contrário poderá transformar aquele que sempre foi o mais importante evento científico da Federação, o congresso brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, em um congresso brasileiro de portadores do TEGO. Sem absolutamente nenhuma justificativa racional, a medida pune os sócios efetivos da FEBRASGO, subtraindo daqueles que ainda não tem TEGO direitos adquiridos que lhes são assegurados pela lei e pelo estatuto. Contraria, portanto, o espírito e a letra dos estatutos da FEBRASGO que se propõe no seu artigo 1º patrocinar, promover, apoiar e zelar pelo aperfeiçoamento técnico e científico, pelos interesses econômicos e pelos aspectos éticos do exercício profissional de ginecologias e obstetra (sem exceções).

Por outro lado, a medida não premia os detentores de título por que o direito de participar plenamente dos eventos científicos já lhes era assegurado pelos estatutos. Se trata na realidade de um verdadeiro ato institucional, que lembra o AI5 de triste memória, através do qual cerca de trinta médicos, num golpe de força, cassam os direitos e amordaçam milhares de colegas. Retirar a alguns sócios de um clube ou sociedade cultural recreativa direitos adquiridos ao se tornarem sócios é ilegal e, sobretudo injusto quando a iniciativa parte da diretoria que eles elegeram. Uma medida tão radical e revolucionária, que chega ao extremo de proibir o ginecologista não-tegado de ser primeiro autor de um trabalho científico, exige consulta prévia ao Ministério Público porque viola um direito liquido do cidadão e prejudica a 10.000 dos 18.000 sócios da agremiação. A medida é discriminatória, anti-ética, elitista, desagregadora e sectária. Se posta em prática servirá certamente de pretexto aos organizadores dos congressos para o exercício do arbítrio excluindo dos debates colegas capazes cuja presença possa ameaçá-los. Exigir de um sócio da Federação qualquer qualificação além da prova de que é sócio em dia com as suas obrigações para participar plena e livremente dos eventos científicos, além de descumprir a lei, infringe a Constituição Brasileira.

A iniciativa também fere um dos mais elementares deveres das instituições democráticas que é o de não taxar aquele que não se faz representar. “No taxation without representation”. O princípio básico que, violado pela Inglaterra iniciou o movimento separatista de independência dos Estados Unidos (The BostonTea Party). No Brasil não foi diferente. O nosso movimento de independência se iniciou em resposta a legislação injusta que D. João VI quis impor a sua maior colônia, administrada então pelo seu filho D. Pedro. Atendendo aos apelos protecionistas dos portugueses que temiam concorrência dos brasileiros capazes resolveu D. João proibir a participação dos brasileiros na administração da colônia. O novo regulamento provocou não somente a revolta dos brasileiros como a indignação de D. Pedro que repudiando a discriminação injusta proclamou a Independência.

A iniciativa da Assembléia é sem dúvida uma forma perversa de exclusão que atingirá os mais pobres e os menos espertos. Agora estão sendo privados de participar de simpósios e mesas redondas. Em seguida lhe será negado o voto. A próxima etapa é exigir o título aos candidatos a sócio, transformando a FEBRASGO em clube exclusivo. Os que já são sócios e que não tem TEGO serão expulsos. Talvez essa medida extrema não seja necessária por que certamente que a maioria dos sócios mais antigos se sinta tão desconfortável frente ao desprezo e a descortesia com que são tratados que optem pelo seu afastamento espontâneo.

E como ficam os especialistas que não fizeram TEGO e jamais farão? Os infectologistas, cancerologistas, os endocrinologistas, os perinatologistas, os radiologistas, os urologistas, os ultrassonografistas, os cardiologistas. Serão exigidas provas de que obtiveram título nas especialidades respectivas antes ou depois de convidá-los? Como será menos deselegante? Quantos se submeterão ao vexame e a humilhação? Será que para evitar o desconforto a Federação vai organizar uma divisão de informações como o S. N. I para saber das qualificações corporativas do candidato? Se a prova de quem tem título é exigida do ginecologista terá que ser apresentada pelo convidado, porque se não for, fica mais clara ainda a discriminação contra o ginecologista.
E como ficam os pesquisadores responsáveis pelos grandes saltos que tem dado a ciência nas últimas décadas? Estão fora? Como ficaria Roberto Caldeyro Barcia, a maior autoridade em obstetrícia no continente e que certamente, se ainda estivesse conosco, jamais passaria em um concurso para o TEGO? Como ficam os premiados Nobel como Andrew Schally que não tem nenhum título de especialista e jamais o conseguiria no Brasil? E como ficam os brasileiros sem título de especialista como ocorre com os professores e pesquisadores em dedicação exclusiva nas cadeiras básicas do curso médico? Não poderemos mais ouvir um professor titular de Farmacologia ou Fisiologia proferir aula sobre assunto da sua especialidade porque o mesmo não tem atividade clínica que lhe obrigue à obtenção de um título? E o atual Ministro da Saúde que nem é médico? Poderia fazer uma conferencia ou seria vetado pelo presidente do congresso? Segundo me foi informado a iniciativa castradora dos sem TEGO foi tomada em Assembléia Geral da qual participa
vam somente portadores do TEGO. O número de votantes não me foi revelado. Os sócios que não possuem TEGO, que acredito representam a maioria dos sócios da FEBRASGO, não estavam presentes e se estivessem certamente não atirariam no próprio pé. Não nos esqueçamos que as medidas de exceção, restritas apenas para uma classe, são perigosas para todos. O feitiço pode cair sobre o feiticeiro.

Que a digam Hitler, Stalin, Ceaucescu, Pinochet e Companhia ilimitada. Estou sendo informado, por exemplo, de que algumas sociedades estão cogitando de imitar o regulamento da FEBRASGO, só aceitando participantes em jornadas e congressos das subespecialidades (Mastologia, Laparoscopia, Histeroscopia, etc.), portadores de título da subespecialidade. Pobre Brasil!
Gostaria de saber se a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), da qual participo como membro do Expert Advisory Panel on Contraception, foi informada oficialmente dessa iniciativa antidemocrática da sua filiada brasileira. Nos congressos da FIGO não se faz restrição a nenhum conferencista e nenhuma limitação que cerceie a participação como palestrante de um ginecologista ou obstetra de qualquer país. Na realidade não se exige sequer que apresente prova de que é médico. Em congressos da FIGO dos quais tenho participado como conferencista convidado inúmeras vezes nos últimos trinta anos, a maior parte dos participantes são professores e pesquisadores que trazem as novidades. É o vínculo com uma instituição de ensino ou de pesquisa que qualifica o candidato. São eles que tem preferência por que tem como especialidade ensinar e pesquisar. São os mestres e doutores. Mas não se veta ninguém.
Não posso compreender como a aprovação no concurso do TEGO confere ao aprovado qualificação de conferencista ou professor. Onde ficam os títulos de docente livre, doutor, mestre e professor titular? Abaixo do TEGO? Desgraçadamente a prevalecer o novo regulamente da FEBRASGO a resposta é sim.

É verdade que no Brasil e outros países em desenvolvimento a pesquisa científica é pouco desenvolvida, prevalecendo nos congressos médicos a prática do compadrio. Assim começamos com o discriminação, prática odiosa e antidemocrática. Passamos a medidas de exceção, abrindo a porta para os importantes e os amigos. Daí para o exercício do arbítrio, dando aos organizadores dos eventos o poder de vetar os concorrentes de se apresentarem, é um pulo.
Os portadores do TEGO legislaram em causa própria, mudando as regras do jogo depois do jogo começado. Não devemos nos esquecer que aqueles que obtiveram o seu TEGO há mais de dez anos poderiam ser reprovados se fizessem o concurso hoje. Já se fala em limitar, por isso mesmo, a validade do TEGO para três anos quando o seu portador deverá se submeter à um novo exame. Esta seria a forma de obrigar os especialistas a se manterem atualizados. Considerando a rápida evolução da medicina na área da reprodução humana, tanto na propedêutica quanto na terapêutica, essa exigência é perfeitamente aceitável. Quando uma centena de sócios os tiver atualizado os respectivos TEGOS, não resistirá a tentação de esmagar aqueles que ainda não atualizaram os seus TEGOS, propondo que os não-atualizados estejam proibidos de se apresentar em congressos.
Para evitar que esta sucessão de medidas de exceção tenha lugar é importante cortar o mal pela raiz e restaurar a democracia. Afinal de contas TEGO não é TOGA nem os portadores do TEGO podem assumir a condição de juizes togados para julgar e condenar seus colegas sem TEGO por crimes que não praticaram.
Porque temem os portadores de TEGO os que não querem ser especialistas e que optaram pela clínica geral, alguns deles excelentes parteiros que exercem a medicina no interior? Se consideram os não-portadores do TEGO incompetentes deixem que a sua incompetência seja revelada publicamente. Há quem ache que a iniciativa visa assegurar a TEGADOS desatualizados a participação que jamais teriam nos congressos com a concorrência livre de pesquisadores e professores não TEGADOS. Foram os congressos realizados durante os últimos trinta anos com a participação livre de todos os sócios prejudicados pelos não portadores de TEGO? O que temem os atuais portadores de TEGO? Se nada temem, porque tomaram a medida autoritária e discriminatória?
Ao Regimento dos Conclaves, aprovado em assembléia geral das federadas realizada em Florianópolis, SC, nos dias 27 e 28 de maio de 1999, que é o documento apresentado pela diretoria como instrumento de opressão da maioria dos sócios efetivos da FEBRASGO que não tem TEGO, falece legitimidade para suprimir direitos dos sócios porque concebido e aprovado por representantes transitórios das respectivas sociedades estaduais cujos membros não foram ouvidos a respeito do assunto em pauta de enorme gravidade. Os votantes, todos TEGADOS, representam menos de meio porcento dos sócios da entidade. Os presidentes das sociedades estaduais que golpearam colegas inocentes votando pela cassação dos seus direitos na fatídica assembléia traíram a confiança dos seus eleitores que certamente não teriam votado em candidato que anunciasse
previamente a sua intenção de prejudicá-los.

Por tudo isso e para o bem da FEBRASGO faço um apelo aos membros da Assembléia para que eliminem o artigo que agride seus colegas, porque a iniciativa leva bem clara a marca de Caím.
Salvador, 26 de outubro de 1999.

Elsimar Metzker Coutinho- Professor Titular Departamento de Ginecologia, Obstetrícia e Reprodução Humana Faculdade de Medicina Universidade Federal da Bahia

Um dos procedimentos mais carregados de simbologia é a retirada do útero.
Costumo dizer que retirar um apêndice que é um órgão que não se vê e que não tem uma função, pode estressar, mas ninguém sofre emocionalmente por perder esse pequeno anexo do intestino.
Mas quando se fala em retirar um útero que não tem mais função nenhuma depois de uma certa idade ou mesmo em uma mulher que já fez uma laqueadura de trompa (esterilização) acionam-se afetos e desafetos dentro e fora dessa mulher.
Porque existem órgãos no nosso corpo que são carregados de simbologias.
Os órgãos sensoriais por exemplo: olhos e ouvidos.

Os órgãos vitais, ou seja, aqueles essenciais à vida; por exemplo: coração, cérebro, pulmão, rim, etc.
Abrir o peito e manipular um coração pode gerar alterações no psiquismo de tal dimensão que é comum observar pacientes pós cirurgia querendo brincar de carrinho tamanha é a regressão.
O útero é o órgão que abriga o filho ou a possibilidade de ter filhos.

É o órgão que vive, o balanço das marés hormonais respondendo com contrações, relaxamentos, sangramentos e dor.
Sem o útero não se menstrua, então a menstruação é em algumas culturas o símbolo da fertilidade e da juventude.
Não sangrar para algumas mulheres pode significar vou envelhecer mais rápido.
Porém essa sensação é mítica, ou seja, uma crença falsa pois o que pode fazer envelhecer é a retirada dos ovários e não do útero.
Quando bem indicada, a retirada do útero pode até deixar mais ativa e mais forte uma mulher que sangra e desenvolve anemia crônica pelas hemorragias.

 


A histerectomia é uma das cirurgias mais antigas, e a primeira de que se tem registro foi realizada em Roma por volta do ano 100 d.C. pelo médico grego Arquígenes. Hoje ela é uma cirurgia de rotina, como um tratamento de canal ou cirurgia de catarata. Nos Estados Unidos, todos os anos pelos menos 560 mil mulheres passam por histerectomia. É um número tão alto que dói só de dizer. Isso significa que a cada minuto de todas as horas, todos os dias, o útero de uma mulher é escavado, às vezes pelo abdome, às vezes por um tubo inserido na vagina ou em uma pequena incisão no estômago.
Independentemente dos detalhes geográficos, os Estados Unidos em duas a seis vezes as taxas observadas na Europa e nos países em desenvolvimento. Só a Austrália e o Japão conseguem seguir o ritmo dos EUA em termo de sucção de úteros.
Os motivos, ou “indicações” para a histerectomia, são muitos. Somente 10% das cirurgias são realizadas para tratar doenças que representam risco de vida, como o câncer de colo de útero. As outras são feitas para as enfermidades benignas – embora estas possam parecer malignas para as mulheres que delas sofrem. Comum são os fibromas, quase 40% da histerectomias. Outros motivos comuns incluem a endometriose, quando pedacinhos dispersos de tecido endometrial se desprendem de dentro do útero e se desenvolvem em locais inadequados, como do lado de fora do útero ou em volta das trompas de Falópio, sangramentos abundantes sem explicação, dor pélvica sem motivo aparente e o afundamento, ou prolapso, do útero no canal vaginal. A fase dos quarenta anos é uma fase perigosa para o útero. É quando os ciclos menstruais da mulher começam a ficar irregulares e muitas vezes mais intensos que antes, quando os fibromas podem começar a crescer com a avidez de um feto, e quando uma mulher está velha o bastante para pensar: “Que se dane, não aguento mais ter filhos ou tentar evitar ter filhos, talvez não precise mais dessa bolsa sanguinolenta, afinal de contas.” Uma mulher que consegue chegar à menopausa com o útero no devido lugar provavelmente ficará com ele até que a morte faça sua parte.
A história das histerectomias é gigantesca; com os números de que estamos falando, não podia ser de outro jeito.
Parte da explicação da frequência das histerectomias está no próprio órgão. O útero é extraordinariamente adaptável. Ele se expande a dimensões risíveis durante a gravidez. Seu revestimento engrossa e afina centenas de vezes ao longo da vida. Como consequência, pode terminar se tornando um jardim para formações aberrantes – fibromas em forma de nabos, pólipos como hastes de cogumelos, aderências, fragmentos endometriais jogados pelo vento. Ninguém sabe qual é a causa dos fibromas ou por que tantas mulheres os têm.
Algumas mulheres têm uma predisposição genética a eles. Os fibromas são hereditários, e as mulheres negras são mais predispostas à eles do que as mulheres de outras raças. Talvez as substâncias químicas semelhantes ao estrogênio do ambiente também tenham parte de culpa. Quaisquer que sejam as razões, o útero é propenso a sofrer distúrbios locais, e isso é fato, não uma conspiração. Além disso, para muitas mulheres o sangramento menstrual fica muito mais intenso quando se chega aos quarenta anos, seja por causa da presença de fibromas ou devido às flutuações hormonais que precedem a menopausa. O útero de meia – idade fala demais gosta de aparecer, mostrar presença, e isso também é fato.
Poucas mulheres que começam a sangrar intensamente lá pelos quarenta anos, após 25 anos de menstruações moderadas têm consciência de que suas companheiras estão navegando as mesmas enchentes e que o sangramento intenso nos anos pré-menopausa é, na verdade comum.
Médicos são criaturas de hábitos, e histerectomias são hábito de alguns cirurgiões respeitáveis.
“Os ginecologistas nem sempre estão “intelectualmente” motivados a fazer a coisa certa para cada mulher. Eles vão em frente e fazem o que sempre fizeram”.

 

Isto é fato porque o ensino universitário é falho.
O médico é ensinado à decorar protocolos de condutas já padronizados.
Não se levanta a hipótese de ensinar a psicologia da relação médico paciente.

 

E assim caminha a massa acéfala. Sem questionar o velho, sem refletir o individual, sem avaliar crenças e simbologias afetivas próprias de cada pessoa.
Quando você respeita a cultura de alguém ele aceita a contribuição técnica e científica do médico.
Mas sem respeito a pessoa humana e sua complexidade funcionamos como veterinários de damas.
Os americanos que são tão citados pela mídia como donos da verdade em medicina são campeões mundiais de histerectomias e cirurgias da bexiga.
E o pior é que o “brasileirinho” continua se sentindo mal porque temos aqui um alto índice de cesarianas.

 

Mas é católico se sentir inferior e culpado.
A perda do útero não afeta a vida hormonal, nem erótica.
Hoje se fazem por Videolaparoscopia e o pós operatório é excelente.
A cada ano vamos sensibilizando cada vez mais o atendimento.
Todos ganham com isso. O médico, a paciente, a relação e a saúde de assistência.

Todos deveriam estar atentos a um assunto importante.
Por favor, leia os fatos carinhosamente tente absorver e refletir sobre o que leu.

 

Ponha essa leitura no seu coração tanto quanto em sua cabeça. Então alinhave todos esses dados e pergunte a si mesmo o que eles significam para nós, nossas crianças e nosso futuro.
Hoje no Brasil a taxa de divórcios quadriplicou em relação à década de sessenta.
Podemos dizer que uma classe de 60 alunos de uma escola de classe médica de 15 crianças, filhos de pais separados.
Em classe social baixa o número de crianças que não vive com o pai biológico atinge mais de 40 porcento.

 

Num estudo projetivo dos E.U.A é estimado que 55 a 60 porcento das crianças nascidas na década de 90 passaram grande parte da sua vida afastados dos pais biológicos.
“Em 1960 o número de crianças vivendo só com a mãe era de 5 milhões”.
Hoje o número atinge 8 milhões.
Por volta de 40% das crianças que vivem só com a mãe, vêem seu pai biológico apenas uma vez por ano. Mais de 50 porcento destas crianças não conhecem o pai biológico, 15 porcento das mães divorciadas não dão valor ao contato das crianças com seus pais biológicos. Esse número de mães tenta sabotar que os pais vejam e estejam mais tempo com as crianças (mandando as crianças para outro lugar antes de pai chegar, dizendo que elas estão doentes para sair, muitas lições de casa para fazer, alegando que elas tem horário, exigindo rigidez de dias e horas, etc...).
26 porcento dos pais ausentes vivem em estados diferentes das residências dos seus filhos.
De posse destes dados, vamos aos fatos:
- 72 porcento dos adolescentes assassinos cresceram sem pai.
- 60 porcento dos estupradores da América cresceram sem seus pais.
- 70 porcento dos delinquentes juvenis em instituições de reformas cresceram com um só progenitor ou sem família.
- Crianças com ausência do pai biológico tem 2 vezes mais probabilidades de repetir o ano escolar.
- Em crianças que demonstraram comportamento violento na escola é onze vezes mais provável que haja ausência do pai biológico.
Crianças, principalmente meninos apresentam baixa média de leitura e mais dificuldades nas provas finais.
Entre 1960 e 2002a taxa de suicídio na adolescência triplicou (3 em 4 suicídios dos adolescentes ocorrem em lares onde o pai biológico é ausente).
Em estudo atual avaliou-se que crianças na ausência do pai biológico estão dramaticamente mais sujeitas a risco de suicídio, doenças sexuais, drogas, abuso de álcool, baixa performance acadêmica, gravidez, aborto e criminalidade.
O mesmo vale para acidentes, asma, dores e dificuldade na elaboração da fala (gagueira).
Num estudo de crianças na pré-escola admitidos em Hospital Psiquiátrico de Nova Orleans como doentes psiquiátricos encontrou-se que por volta de 80 porcento vem de lares sem o pai.
Uma de quatro crianças crescendo na década de 90 vivendo eventualmente para a família estepe (step family), irão presenciar mais um divórcio até alcançar o fim da adolescência.
Somente uma em seis crianças de casais divorciados vê seu pai pelo menos uma vez por semana; em dez anos de separação somente uma em dez crianças tem contato com o pai biológico; 8 em 10 crianças de casais divorciados vive com sua mãe biológica e um pai estepe (regra três).
20% das crianças que vivem com seus pais quando perguntando o nome de adultos que você admira e se espelha respondem: “seu Pai”.
Esse número quando perguntando a criança que vive na ausência do pai biológico ou com pai estepe subiu para 66%.
Estes são os fatos de um estudo atual de National Fathrboard Iniciative, Lancaster, Pensilvanya.

 

Os desafios do novo pai

 

Os novos pais já se mostram capazes de partilhar, verdadeira e profundamente, as tarefas extenuantes, as responsabilidades (materiais e morais) de educar os filhos e organizar a casa.
No entanto, a paternidade continua sempre desvalorizada como elemento de formação do núcleo familiar.
Prova disso é que o pai é proibido de participar do parto, com a alegação de que isso “é coisa de mulher”. Ainda hoje só algumas maternidades permitem que essa figura “secundária” entre no centro obstétrico. E a maioria cobrado taxas altas para conceder tal permissão.
Já houve algum reconhecimento: três dias, garantidos por lei, para o pai “ficar em casa”. Este tempo é suficiente apenas para resolver a burocracia da maternidade e registrar a criança. Não para participar de fato dos primeiros momentos desse novo ser, especial também para o pai.
E o mais absurdo é que, no caso da separação (mesmo que amigável) a mãe com a guarda dos filhos tem o direito de alterar o nome deles sem a autorização do pai. Ou seja, um nome escolhido amorosa e democraticamente pelo casal pode ser mudado pelo poder.
Altera-se a certidão de nascimento, a carteira de identidade e o passaporte sem consultar ou sequer informar o pai. O pátrio pode nem é cogitado nessas questões.
Vale o poder materno contra o amor paterno. Que lei é essa?
Não se pode mais negar a importância da figura paterna na relação familiar e na construção da identidade dos filhos.
A “poderosa e antiga mãe’ abriu espaço para a nova mãe.
E esta mulher, que ganhou autonomia e poder econômico e social, abriu espaço para o pai.
Um novo pai que está surgindo, mas que depende, obviamente, da nova mãe.
Essa mulher – mãe, realizada nos seus mais variados potenciais criativos, busca um companheiro e divide com ele o amor e a educação dos filhos.
Casada ou divorciada, valoriza a importância do pai.
Vitoriosa e completa, ela se opõe ao modelo ultrapassado de mulher: comodista, sempre à procura de um patrocinador, suportando relacionamentos insatisfatórios por uma questão de sobrevivência e, ao exercer a “profissão” de ex-esposas, colecionando pensões, usando os filhos para cicatrizar velhas feridas.

 

Gostaria de entender por que a lei dá a algumas mães o poder de afastar os filhos dos pais?

 

Por que um pai amoroso e responsável não tem o direito de dividir o tempo dos filhos?
Por que um bom homem não pode ser um bom educador?

Será que o fato de ter o filho na barriga por nove meses garante

Acima dos 50 anos, a figura feminina também vira alvo de atenções e reposição hormonal ganha força substantiva na ânsia de viver bem. Com a menopausa, principia a queda na produção e a circulação de hormônios, originando complicações variadas. O método consiste em repor o que está faltando num processo análogo ao aumentar um grau da lente do óculos. No entanto, o esquema se essencializa na aplicação hormonal e ao mexer com a sexualidade, às vezes, cria tabus como tudo que se refere a sexo.

O início da pratica remonta há mais ou menos 30 anos e estava cercada de mitos. Costumava-se ouvir que os hormônios provocavam câncer, trombose e enfarto. Atualmente, nenhum centro mundial considerado evoluído discorda da premissa de que a reposição é benéfica ao público feminino. Malcolm Montgomery adota uma técnica diferenciada que se embasa no implante. Ao invés de tomar comprimidos, grudar selos ou passar cremes que requerem comprometimento diário ou semanal, a paciente submete-se à colocação de pequenos tubos de silástico, com troca anual. Os hormônios - androgênio e estrogênio - são liberados naturalmente como se o ovário voltasse a funcionar.

Os dois tipos de implante que se destinam à fase reprodutiva e pós-reprodutiva são introduzidos abaixo da cintura, na parte superior da nádega, mediante pequena incisão com uma agulha chamada trocater, ficando totalmente imperceptíveis e impalpáveis. A aplicação feita em consultório não causa desconforto, dispensa pontos e requer apenas anestesia local.

As contraindicações são raras e recaem sobre portadores de câncer em atividade, trombose, e insuficiência de fígado ativas, hemorragias sem explicação. Quem teve tumor de mama e melhorou já pode recorrer ao procedimento.

Durante o ciclo de vida, a mulher percorre um longo caminho, em que inevitavelmente passa por fases de transformação biológicas, psicológicas e socioculturais.
Podemos conceituar saúde como a capacidade do indivíduo em adaptar-se a essas fases em tempo relativamente rápido e com poucas repercussões na sua homeostase psicossomática.

 

Com o declínio da função hormonal dos ovários teremos uma série de repercussões alterando a função clínica do preparo mensal para a gravidez e a vida mental e comportamental da mulher.
Nossa experiência e observação demonstram que na medicina atual existem recursos terapêuticos farmacológicos e psico-comportamentais que podem auxiliar as mulheres a viverem melhor essa etapa da vida.

 

Para nós, profissionais da saúde, os instrumentos atuais permitem profilaxia, diagnóstico e tratamento dos distúrbios climatéricos 2, 3, 4 . Hoje esse projeto inclui prevenção de doenças cardiovasculares e da osteoporose, controle do peso corporal, do consumo de nicotina e álcool, estímulo ao exercício físico de forma gratificante e recreativa, apoio à manutenção da saúde da saúde mental e afetiva, desmistificação e dessensibilização das crenças errôneas relacionadas com a sexualidade, triagem do câncer ginecológico e valorização de uma nova imagem corporal; assim como detecção e tratamento de distúrbios funcionais e doenças que limitem função e movimento, saúde e realização pessoal.
Nossa tese é de que existem inúmeros motivos para olharmos a meia-idade como fase de dificuldades e experiências negativas. Período em que podem ocorrer um maior número de doenças, perdas afetivas, desvalorização social, aposentadoria, dificuldades financeiras e separações. Na mudança do atendimento podemos abordar e valorizar vários aspectos positivos deste novo ciclo, com renascimento de novos projetos, relacionamentos e interesses, e quem sabe novos romances.Um tempo de experiência vivida que alcança a sabedoria e a lucidez. É tempo de viver um novo ciclo.

 

Os programas modernos de assistência à saúde da mulher englobam detecção e tratamento de doenças, sintomas, educação e apoio. Importante, então, é que os médicos mudem a abordagem e a relação médico-paciente.
É responsabilidade da universidade e de instituições educar, sensibilizar e habilitar os novos profissionais, e é responsabilidade dos pesquisadores dar instrumentos para que possa dar credibilidade a novas terapias.

A terapia de reposição hormonal (TRH) vem como importante instrumento para uma melhor adaptação da longevidade da mulher com qualidade de vida. Sexualidade engloba saúde geral, energia e bem-estar, auto-estima e auto-imagem que possibilitem condições para atividade intelectual, física e social da mulher longeva. E para que nós ginecologistas, possamos ajudá-las é preciso prevenir as doenças e estar atualizado com os benefícios da TRH para a sexualidade.